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Prefeitura Municipal de Santos

Estância Balneária
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO
DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO

Proposta Curricular

Educação de Jovens e Adultos

Ciclo II

Linguagens (Língua Portuguesa, Língua Estrangeira, Arte)

Matemática

Sociedade e Natureza (História, Geografia, Ciências, Informática)


- 2006 -

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DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO

ENSINO FUNDAMENTAL – EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

A educação de adultos torna-se mais que um direito: é a chave


para o século XXI; é tanto conseqüência do exercício da cidadania
como condição para uma plena participação na sociedade.
Além do mais, é um poderoso argumento em favor
do desenvolvimento ecológico sustentável, da democracia, da justiça,
da igualdade entre os sexos, do desenvolvimento socioeconômico
e científico, além de um requisito fundamental para a construção
de um mundo onde a violência cede lugar ao diálogo
e à cultura de paz baseada na justiça.
(Declaração de Hamburgo sobre a EJA)

Introdução
Caros educadores,

Iniciamos este período letivo apresentando algumas ações importantes, com o intuito
de revigorar o trabalho pedagógico da Educação de Jovens e Adultos, satisfazendo
necessidades de docentes e discentes desta modalidade de ensino.

Três foram os objetivos conquistados para este ano de 2006:


• a aquisição de livros didáticos que atendem às peculiaridades desta realidade;
• a adequação do Plano de Curso à Proposta Curricular para a Educação de Jovens e
Adultos, em três áreas de conhecimento: LINGUAGENS (Língua Portuguesa, Língua
Estrangeira e Arte), MATEMÁTICA e SOCIEDADE E NATUREZA (História, Geografia,
Ciências e Informática);
• um programa de formação continuada oferecido aos docentes por equipes de conceituada
reputação: para o Ciclo I, a Ação Educativa e para o Ciclo II, o Gruhbas.

Estas metas foram alcançadas a partir da publicação da resolução/CD/FNDE nº 25 de


16/06/2005 que estabelece os critérios e as normas de transferência de recursos financeiros
do Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Atendimento à Educação de Jovens e
Adultos – Fazendo Escola.

Escolhemos para o Ciclo I a “Coleção VIVER, APRENDER” da Global Editora e para o


Ciclo II, a “Coleção Integrado EJA – 2º Segmento” da Editora Educarte Ltda. Estes materiais
propõem situações didáticas específicas para cada ciclo que, entre outros fatores, abordam a
diversidade cultural, promovem o respeito humano, a igualdade de direitos, a participação e a
co-responsabilidade pela vida social, preza a interdisciplinaridade, apresentando os assuntos
com uma linguagem acessível concernente com a idade dos estudantes, além de terem como
base as Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação de Jovens e Adultos e a Proposta
Curricular para a Educação de Jovens e Adultos. Entendemos que essas coleções, assim como
a proposta curricular que as subsidia, sejam utilizadas para o enriquecimento do trabalho
educativo dirigido aos jovens e adultos, somando-se aos materiais já elaborados pelos
educadores de cada escola.

Sob esta perspectiva, buscamos realizar uma releitura curricular que estivesse melhor
adequada à LDBEN n.º 9.394/96 e às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de
Jovens e Adultos, do Conselho Nacional de Educação, “... segundo as quais esse processo
deve ser construído em diferentes níveis de concretização, envolvendo as secretarias de
educação estaduais e municipais e as escolas em que a EJA se insere, chegando ao
detalhamento máximo nos planos específicos dos cursos e do planejamento de cada
professor”.

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Apresentamos, a seguir, recortes das Propostas Curriculares 1º e 2º segmentos do


Ensino Fundamental para Educação de Jovens e Adultos/MEC.

Garantida pela Constituição como um direito do aluno, a EJA deve


propiciar a qualidade do processo de ensino e aprendizagem; desse modo, o curso
deve ser pensado e planejado de forma a possibilitar o acesso e a permanência do
aluno, o que implica necessariamente o desenvolvimento de práticas pedagógicas
que valorizem suas experiências e seus conhecimentos prévios e considerem o
vínculo entre educação, trabalho e práticas sociais e culturais.
Como apontam diferentes autores, entre os quais Coll (1996):
[...] a inovação curricular não consiste apenas em mudar, ou tentar
mudar, o que se ensina e se aprende na escola. Tão importante quanto
o que se ensina e se aprende é como se ensina e como se aprende. Na
verdade, hoje sabemos que ambos os aspectos são indissociáveis. O
que finalmente os alunos aprendem na escola depende em boa medida
de como o aprendem; e o que finalmente nós professores conseguimos
ensinar aos nossos alunos é indissociável de como lhes ensinamos.

Desse modo, os desafios da educação de jovens e adultos exigem do


professor um olhar cuidadoso sobre as questões que norteiam a relação entre
professor, aluno e conhecimento e podem interferir no sucesso escolar dos alunos.
Implicam a consideração de fatores importantes no processo de ensino e
aprendizagem como o contrato didático, a gestão do tempo, a organização do
espaço, os recursos didáticos, a interação e a cooperação, e a interação da escola
com as práticas sociais.

Organização curricular
Invertendo a lógica da organização curricular

[…] propor algo que ainda não existe, mas que é uma possibilidade
real, da qual o nosso esforço poderá nos aproximar gradativamente.
Isto supõe um duplo posicionamento: político e pedagógico. Político, no
sentido de uma visão do ideal de organização da convivência social e
do tipo de homem que se quer formar; pedagógico, no sentido de
definir as ações educativas e as características necessárias às
instituições escolares numa perspectiva de fazer com que o possível e
desejável se tornem realidade. (Danker, 1990)

Considerando todas as especificidades da EJA, organizar uma proposta


curricular a partir de uma listagem de disciplinas obrigatórias com respectivas
cargas horárias não é provavelmente o melhor caminho a ser seguido. Ao
contrário, uma exigência da qual não se pode escapar reside na inversão da lógica
que tradicionalmente presidiu a organização curricular da EJA.
Uma possibilidade de inversão dessa lógica consiste em identificar as
capacidades, competências ou habilidades que se pretende que o jovem e o adulto
construam e desenvolvam, e tomá-las como indicadores para guiar a proposta
pedagógica, a seleção e a organização de conteúdos dos diferentes âmbitos de
conhecimento, a destinação de tempos e espaços curriculares etc. Essa inversão
da lógica tradicional abre a possibilidade de enfrentar um problema já apontado, o
da organização da escola com base na divisão de trabalho entre especialistas das
diferentes disciplinas, sem uma intercomunicação efetiva e sem a fixação clara de

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objetivos comuns a serem atingidos. A adoção de tal perspectiva não implica a


desvalorização das disciplinas: significa passar a considerá-las como recursos que
ganham sentido em relação às capacidades que se deseja que os alunos
desenvolvam.

Se a proposta é partir da definição de capacidades, competências e


habilidades que um aluno de EJA deve construir (...), é importante que elas sejam
amplamente discutidas pela equipe escolar, tornando possível, assim, compartilhá-
las com os alunos.

Conhecendo o potencial do corpo docente da Educação de Jovens e Adultos do


município de Santos, temos como intenção, uma construção conjunta, onde cada professor,
dentro de sua especificidade, possa colaborar na finalização de nossa Proposta Curricular.
Segundo Heloísa Lück (1998), a participação tem como característica fundamental a força de
atuação consciente, pela qual os membros de uma unidade social (de um grupo, de uma
equipe) reconhecem e assumem seu poder de exercer influência na determinação da
dinâmica, da cultura da unidade social, a partir da competência e vontade de compreender,
decidir e agir em conjunto. É isso que pretendemos.

Tentando minimizar dúvidas, receios e até alguma resistência àquilo que aparece como
novo, seremos auxiliados pelas equipes formadoras para que possamos, juntos, determinar os
conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais para cada ciclo e termo. Dessa forma,
serão levadas em conta as peculiaridades de uma cultura local que reflita as necessidades e
os anseios de nossos alunos jovens e adultos, inclusive no momento em que explorarmos as
orientações didáticas adequadas, relacionadas a cada etapa.

O processo de avaliação também para por alterações: as Avaliações Diagnósticas e as


Avaliações Finais não entrarão mais no cômputo da média do bimestre, serão consideradas
como sensores, instrumentos imprescindíveis para reavaliarmos a nossa própria práxis.

Em princípio, sugerimos uma discussão em torno da possibilidade de utilizarmos


portfólios (Alfabetização / Ciclo I) ou outros tipos de registro / avaliação, onde os alunos se
vejam em processo de crescimento (aulo-avaliação), sem abandonarmos as Avaliações
Bimestrais, realizadas e aplicadas pelos educadores. Assim, teremos valiosos meios para
compor uma síntese global de cada educando.

Acreditamos, com isso, alcançar um nível de excelência na Educação de Jovens e


Adultos mostrando (...) seu potencial de educação permanente relativa ao desenvolvimento
da pessoa humana face à ética, à estética, à constituição de identidade, de si e do outro e ao
direito de saber. (Parecer CEB, nº 11/2000)

Bom trabalho a todos!


Equipe da SEDUC
2006

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As capacidades que se pretende desenvolver

O mundo atual exige das pessoas capacidades que se relacionam em


diferentes dimensões da vida: trabalho, família, participação social e política, lazer
e cultura.
Formar para o exercício da cidadania pressupõe a participação política de
todos na definição de rumos, não apenas na escolha de representantes políticos,
mas também na participação em movimentos sociais e no envolvimento com os
temas e questões da nação e em todos os níveis da vida cotidiana. As mudanças
no mundo atual exigem que se compreenda melhor o mundo, para nele atuar de
maneira crítica, responsável e transformadora. Esse é o contexto em que se
definem as capacidades a serem desenvolvidas na Educação Fundamental,
relacionadas a seguir.

• Compreender a cidadania como participação social e política, assim como


exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-
dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças,
respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito.

Evidentemente os alunos jovens e adultos já são cidadãos e participam da


vida em sociedade; no entanto, o curso deve lhes proporcionar a ampliação de
espaços de participação, aguçando o espírito crítico e mostrando a importância de
sua contribuição no desenvolvimento de uma sociedade mais justa social e
economicamente.

• Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas


diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar
conflitos e de tomar decisões coletivas.

A interrupção da trajetória escolar produz nos alunos da EJA, muitas


vezes, um comportamento bastante introvertido e o medo de se posicionar, de dar
sua opinião; desse modo, o resgate de sua auto-estima, a construção da confiança
em suas próprias opiniões são capacidades importantes a serem desenvolvidas,
aliadas também à idéia de que é preciso ouvir as opiniões dos outros, considerá-
las, permanecendo aberto ao diálogo.

• Conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais,


materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção
de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao país.

Por conta de uma série de circunstâncias, a baixa auto-estima pessoal


coexiste com a percepção de viver em um país do Terceiro Mundo, com problemas
de várias ordens; a relação com a pátria é geralmente uma relação negativa, pelo
fato de que ela nega o acesso às condições básicas da cidadania; além disso, é
grande a falta de conhecimentos sobre o Brasil, em diferentes dimensões. Daí a
importância da tematização das questões sociais, econômicas, culturais, não só
colocando o foco no meio social e cultural em que os cursos de EJA estão
inseridos, mas também estabelecendo relações com dimensões mais amplas do
país e do mundo.

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• Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro,


bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações,
posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças
culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras
características individuais e sociais.

Em geral (infelizmente), os alunos de EJA conhecem bem a discriminação


social de todas as ordens. As vivências de determinadas experiências os levam a
esconder sua origem e a renegar ou desvalorizar aspectos de sua cultura, por
considerá-los menores ou sem importância. Desse modo, o curso deverá
empenhar-se no sentido de que o aluno possa construir e re-construir sua relação
com saberes populares, com suas festas, danças e costumes, valorizando-os e
percebendo a riqueza do patrimônio sociocultural brasileiro. Assim, esses alunos
poderão ser capazes de valorizar e de se interessar em conhecer culturas de
outros povos e nações.

• Perceber-se integrante, dependente e agente transformador do


ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles,
contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente.

As questões referentes ao meio ambiente têm sido bastante divulgadas


pelos meios de comunicação. No entanto, embora sensibilizadas para os problemas
existentes, nem sempre as pessoas – e particularmente os alunos jovens e adultos
– se identificam como agentes transformadores da sociedade, ou percebem que
suas ações individuais e coletivas podem provocar as mudanças necessárias. Essa
capacidade deve ser construída ao longo do curso, preferencialmente a partir de
estudos e de ações efetivas relacionadas a problemas concretos de sua realidade
(Como é a coleta de lixo? Costumam jogar lixo em terrenos baldios, em riachos?),
e de modo que o aluno assuma uma postura de conscientização com relação a
outras pessoas de seu convívio (filhos, parentes, colegas de trabalho).

• Desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de


confiança em sua capacidade afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de
interrelação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na
busca de conhecimento e no exercício da cidadania.

As histórias de fracasso escolar, associadas às dificuldades de inserção


profissional, constroem um sentimento de desconfiança nas próprias capacidades.
Um curso de EJA deve ter o desenvolvimento dessas capacidades como um de
seus maiores desafios. É preciso discutir que, embora “não sejamos
necessariamente brilhantes em tudo o que fazemos”, é fundamental agir com
perseverança em busca das próprias metas.

• Conhecer o próprio corpo e dele cuidar, valorizando e adotando hábitos


saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo
com responsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva.

As questões relacionadas à saúde e à qualidade de vida, tanto no plano


individual como no plano coletivo, constituem certamente um conjunto de
problemas enfrentados cotidianamente pelos alunos de EJA. Embora a escola não
possa dar conta de todos os aspectos envolvidos nessas questões, é indispensável

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que o curso promova o desenvolvimento da capacidade de conhecer o próprio

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corpo e dele cuidar, como também de conhecer direitos e opções que possam
garantir a qualidade de vida.

• Utilizar as diferentes linguagens – verbal, musical, matemática, gráfica,


plástica e corporal – como meio de produzir, expressar e comunicar suas
idéias, interpretar e usufruir as produções culturais, em contextos
públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de
comunicação.

Costuma-se afirmar que a grande maioria dos alunos de EJA desenvolveu


uma cultura basicamente fundamentada na oralidade e que uma de suas
expectativas, em relação à escola, é poder utilizar diferentes formas de linguagem.
Desse modo, o curso deve estar atento a essa demanda, propiciando atividades
em que as múltiplas formas de linguagem – como a musical, a plástica, a corporal,
dentre outras – possam ser construídas.

• Saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos


para adquirir e construir conhecimentos.

Saber usar os recursos das tecnologias da informação e da comunicação e


conhecer diferentes fontes (televisão, vídeo, jornais, revistas) são hoje requisitos
de inserção social para todas as pessoas e, evidentemente, para os alunos da EJA.
O desenvolvimento dessa capacidade só poderá ocorrer se a escola oferecer aos
alunos de EJA oportunidades que, muito provavelmente, a maioria deles não terá
em outros espaços sociais. Nesse sentido, as secretarias de educação têm papel
importante no provimento de recursos necessários.

• Questionar a realidade, formulando problemas e tratando de resolvê-los,


utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a
capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando
sua adequação.

O desenvolvimento dessa capacidade remonta à afirmação de Paulo Freire


em que ele destaca que “o aluno jovem e adulto deve chegar a descobrir-se a si
mesmo como um ‘fazedor de seu próprio mundo’ cultural e social, em um esforço
de transformar a natureza e a sociedade a serviço de seu próprio bem e ao bem
comum”. Isso implica conceber um curso em que ele possa construir uma
compreensão mais realista e correta de sua inserção na natureza e na sociedade
atual, desenvolver sua capacidade de analisar criticamente as causas e as
conseqüências de uma dada situação, estabelecendo comparações e relações com
outras situações, incentivando-o a ter uma ação mais eficaz destinada a
transformar a realidade atual e a adquirir consciência da própria dignidade,
possibilitando uma participação política destinada a provocar as transformações
desejadas.

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Linguagens (Língua Portuguesa, Língua Estrangeira, Arte)

Língua Portuguesa
Objetivos
• Utilizar a linguagem na escuta e produção de textos orais e na leitura e produção de textos
escritos, de modo a atender a múltiplas demandas sociais, responder a diferentes
propósitos comunicativos e expressivos e considerar as diferentes condições de produção
do discurso.
• Utilizar a linguagem para estruturar a experiência e explicar a realidade, operando sobre
as representações construídas em várias áreas do conhecimento.
• Analisar criticamente os diferentes discursos, inclusive o próprio, desenvolvendo a
capacidade de avaliação dos textos.
• Conhecer e valorizar as diferentes variedades da Língua Portuguesa, procurando combater
o preconceito lingüístico.
• Reconhecer e valorizar a linguagem do seu grupo social como instrumento adequado e
eficiente na comunicação cotidiana, na elaboração artística e mesmo nas interações com
pessoas de outros grupos sociais que se expressem por meio de outras variedades.
• Usar os conhecimentos adquiridos por meio da prática de análise lingüística para expandir
sua capacidade de monitoração das possibilidades de uso da linguagem, ampliando a
capacidade de análise crítica.

Conteúdos
• Prática e escuta de textos orais e leitura de textos escritos:
• escuta de textos orais
• compreensão dos gêneros do oral previstos, articulando elementos lingüísticos a
outros de natureza não-verbal
• escuta de textos de gêneros do oral marcados por maior formalidade para a
construção de modelos orientadores para a própria fala
• identificação de marcas discursivas para o reconhecimento de intenções, valores e
preconceitos veiculados no discurso
• emprego de estratégias de registro e documentação escrita na compreensão de
textos orais, quando necessário
• identificação das formas particulares dos gêneros literários do oral que se distinguem
do falar cotidiano
• leitura de textos escritos
• explicitação de expectativas quanto à forma e ao conteúdo do texto, em função das
características do gênero, do suporte, do autor etc.
• seleção de procedimentos de leitura em função dos diferentes objetivos e interesses
do sujeito (estudo, formação pessoal, entretenimento, realização de tarefa) e das
características do gênero e suporte:
– leitura integral: fazer a leitura seqüenciada e extensiva de um texto;
– leitura programada: utilizar expedientes de escolha de textos para leitura posterior;
– leitura tópica: identificar informações pontuais no texto, localizar verbetes em um
dicionário ou enciclopédia;

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– leitura de revisão: identificar e corrigir, num texto dado,determinadas
inadequações em relação a um padrão estabelecido;

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– leitura item a item: realizar uma tarefa, seguindo comandos que pressupõem uma
ordenação necessária
• emprego de diferentes estratégias de leitura:
– formular hipóteses a respeito do conteúdo do texto, antes ou durante a leitura;
– validar ou reformular as hipóteses levantadas, a partir das novas informações
obtidas durante o processo da leitura;
– avançar ou retroceder durante a leitura em busca de informações esclarecedoras;
– construir sínteses parciais de partes do texto para poder prosseguir na leitura;
– inferir o sentido de palavras a partir do contexto;
– consultar outras fontes em busca de informações complementares (dicionários,
enciclopédias, outro leitor)
• articulação entre conhecimentos prévios e informações textuais, para perceber
ambigüidades, ironias e expressões figuradas, opiniões e valores implícitos, bem
como as intenções do autor
• estabelecimento de relações entre os diversos segmentos do próprio texto e entre o
texto e outros textos, a partir de informações adicionais oferecidas pelo professor ou
decorrentes da história de leitura do sujeito
• articulação dos enunciados, estabelecendo a progressão temática, em função das
características das seqüências predominantes (narrativa, descritiva, expositiva,
argumentativa e conversacional) e de suas especificidades no interior do gênero
• estabelecimento da progressão temática, em função das marcas de segmentação
textual, tais como: mudança de capítulo ou de parágrafo, títulos e subtítulos, para
textos em prosa; colocação em estrofes e versos, para textos em versos
• estabelecimento das relações necessárias entre o texto e outros textos e recursos de
natureza suplementar que o acompanham (gráficos, tabelas, desenhos, fotos, boxes)
no processo de compreensão e interpretação do texto
• levantamento e análise de indicadores lingüísticos e extralingüísticos presentes no
texto para identificar o ponto de vista que determina o tratamento dado ao conteúdo,
com a finalidade de:
– confrontá-lo com o de outros textos;
– confrontá-lo com outras opiniões;
– posicionar-se criticamente diante dele
• reconhecimento dos diferentes recursos expressivos utilizados na produção de um
texto e seu papel, no estabelecimento do estilo do próprio texto ou de seu autor
• Prática de produção de textos orais e escritos:
• produção de textos orais
• planejamento prévio da fala, em função da intenção do enunciador, das
características do interlocutor, das exigências da situação e dos objetivos
estabelecidos
• produção de textos dos gêneros selecionados, considerando a intenção do
enunciador, as características do interlocutor, as exigências da situação e os
objetivos estabelecidos
• seleção de recursos discursivos, semânticos e gramaticais, prosódicos e gestuais,
adequada ao gênero
• emprego de recursos escritos (gráficos, esquemas, tabelas) como apoio para a
manutenção da continuidade da exposição
• ajuste da fala, em função da reação dos interlocutores, como levar em conta o ponto
de vista do outro para acatá-lo, refutá-lo ou negociar com ele

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• produção de textos escritos
• elaboração de textos considerando suas condições de produção:
– finalidade;
– especificidade do gênero;

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– lugares preferenciais de circulação;


– interlocutor eleito
• utilização de procedimentos diferenciados para a elaboração do texto:
– estabelecimento de tema;
– levantamento de idéias e dados;
– planejamento;
– rascunho;
– revisão;
– versão final
• utilização de mecanismos discursivos e lingüísticos de coerência e coesão textuais,
conforme o gênero e os propósitos do texto, desenvolvendo critérios de:
– manutenção da continuidade do tema e ordenação de suas partes;
– seleção apropriada do léxico em função do eixo temático;
– manutenção do paralelismo sintático e/ou semântico;
– suficiência (economia) e relevância dos tópicos e informações em relação ao tema e
ao ponto de vista assumido;
– avaliação da orientação e força dos argumentos;
– propriedade dos recursos lingüísticos (repetição, retomadas pronominais,
conectivos) na expressão da relação entre constituintes do texto
• utilização de marcas de segmentação em função do projeto textual:
– título e subtítulo;
– paragrafação;
– periodização;
– pontuação (ponto, vírgula, ponto-e-vírgula, dois-pontos, ponto de exclamação,
ponto de interrogação, reticências);
– outros sinais gráficos (aspas, travessão, parênteses)
• utilização de recursos gráficos orientadores da interpretação do interlocutor,
adequados aos instrumentos empregados no registro do texto (lápis, caneta,
máquina de escrever, computador):
– fonte (tipo de letra, estilo – negrito, itálico –, tamanho da letra, sublinhado, caixa
alta, cor);
– divisão em colunas;
– caixa de texto;
– marcadores de enumeração
• utilização dos padrões da escrita, em função do projeto textual e das condições de
produção
• apreciação dos trabalhos escritos para o exercício do diálogo entre os diferentes
modos de produção
• Prática de análise lingüística:
• reconhecimento das características principais dos gêneros de texto oral e escrito,
quanto ao conteúdo temático, estrutura e estilo:
– reconhecimento do universo discursivo sociocultural dentro do qual cada gênero de
texto se insere, considerando as intenções do enunciador, a relação entre os
interlocutores, os procedimentos narrativos, descritivos, expositivos, argumentativos
e conversacionais que privilegiam;
– reconhecimento da intertextualidade, do diálogo entre textos, das várias “vozes”
(citações, referências e estilos) presentes nos textos, com a finalidade de ampliar o

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repertório no exercício da interpretação;
– exame das facilidades e restrições, das características e adaptações que diferentes
suportes e espaços de circulação impõem à estruturação de textos;
– análise das seqüências textuais predominantes (narrativa, descritiva, expositiva,
argumentativa e conversacional) e dos recursos expressivos recorrentes no interior

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de cada gênero;
– reconhecimento das marcas lingüísticas específicas (uso expressivo de
repetições, marcadores temporais, operadores lógicos e argumentativos, esquema
dos tempos verbais, o sentido dos conectivos na articulação das idéias, a presença de
algumas figuras de linguagem etc.).
• observação da língua em uso de maneira a dar conta da variação intrínseca ao
processo lingüístico, para tornar evidente os aspectos regionais, sociais e individuais
na fala e na escrita, enfatizando a idéia de que não existe uma variante mais certa ou
mais errada. Assim, podem-se observar:
– os fatores geográficos (variedades regionais, variedades urbanas e rurais),
históricos (linguagem do passado e do presente), sociológicos (gênero, gerações,
classe social), técnicos (diferentes domínios da ciência e da tecnologia);
– as diferenças entre os padrões da linguagem oral e os padrões da linguagem
escrita;
– a seleção de registros (mais ou menos formal, mais ou menos informal) em função
do contexto;
– os diferentes componentes do sistema lingüístico em que a variação se manifesta:
na fonética (diferentes pronúncias), no léxico (diferentes empregos de palavras), na
morfologia (variantes e reduções no sistema flexional e derivacional), na sintaxe
(estruturação das sentenças e concordância)
• comparação dos fenômenos lingüísticos observados na fala e na escrita nas
diferentes variedades, privilegiando os seguintes domínios:
– sistema pronominal;
– emprego dos tempos verbais;
– predomínio de verbos de significação mais abrangente;
– casos mais gerais de concordância nominal e verbal;
– supremacia das construções por justaposição e coordenação sobre as de
subordinação
• realização de operações sintáticas que permitam analisar as implicações discursivas
decorrentes de possíveis relações estabelecidas entre forma e sentido, de modo a
ampliar os recursos expressivos:
– condensando idéias, articulando-as por meio de pronomes relativos, das
conjunções, das justaposições etc.;
– relacionando frases, explicitando a relação semântica entre elas com os conectivos
adequados;
– reordenando os constituintes da sentença e do texto para expressar diferentes
pontos de vista discursivos;
– expandindo a frase para reconstruir na escrita elementos do contexto situacional;
– utilizando recursos sintáticos e morfológicos, que permitam alterar a estrutura da
frase para expressar diferentes pontos de vista discursivos;
– reduzindo o texto, para eliminar repetições, redundâncias, evitando as recorrências
que não tenham caráter funcional ou não produzam efeitos desejados de sentido.
• ampliação do vocabulário pelo ensino e aprendizagem de novas palavras, de modo a
permitir:
– escolha, entre diferentes palavras, daquelas que sejam mais apropriadas ao que se
quer dizer ou em relação de sinonímia no contexto em que se inserem, para obter a

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coesão textual;
– escolha adequada do vocabulário, em relação à modalidade falada ou escrita, ou
em nível de formalidade e finalidade social do texto;
– organização das palavras em conjuntos estruturados, em relação a determinado
tema, acontecimento, processo, fenômeno ou mesmo objeto, enquanto possíveis
elementos de um texto;

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– capacidade de inferir, a partir do elemento lexical (o verbo, por exemplo), os traços


de sentido de outros elementos (sujeito, complementos) que se relacionem com ele,
para resolver um problema de compreensão de texto;
– emprego adequado de palavras limitadas a certas condições sócio-históricas
(regionalismos, estrangeirismos, arcaísmos, neologismos, jargões, gíria);
– elaboração de glossários, identificação de palavras-chave, consulta ao dicionário.
• descrição de fenômenos lingüísticos com os quais os alunos tenham operado, por
meio de agrupamento, aplicação de modelos, comparações e análise das formas
lingüísticas, de modo a inventariar elementos de uma mesma classe de fenômenos e
construir exemplos em diferentes modalidades de fala e escrita, com base:
– na morfologia, estudando os procedimentos de derivação e flexão das palavras;
– no papel funcional assumido pelos termos constitutivos das sentenças (sujeito,
predicado, complemento, adjunto etc.);
– na sistematização dos processos de concordância regulares
• utilização da intuição sobre unidades lingüísticas (períodos, sentenças, sintagmas),
como parte das estratégias de solução de problemas de pontuação
• utilização das regularidades observadas em morfologia e sintaxe, como parte das
estratégias de solução de problemas de ortografia e de acentuação gráfica

Língua Estrangeira (Inglês)

Objetivos
• Desenvolver a possibilidade de compreender e expressar, oralmente e por escrito,
opiniões, valores, sentimentos e informações.
• Entender a comunicação como troca de idéias e valores culturais, sendo estimulado a
prosseguir os estudos.
• Comparar suas experiências de vida com a de outros povos.
• Identificar, no universo que o cerca, as línguas estrangeiras que cooperam nos sistemas de
comunicação, percebendo-se como parte integrante de um mundo plurilíngüe e
compreendendo o papel hegemônico que algumas línguas desempenham em determinado
momento histórico.
• Vivenciar uma experiência de comunicação humana no que se refere a novas maneiras de
se expressar e de ver o mundo, refletindo sobre os costumes e possibilitando maior
entendimento de seu próprio papel como cidadão do país e do mundo em que vive.
• Reconhecer que o aprendizado de uma ou mais línguas lhe possibilita o acesso a bens
culturais da humanidade construídos em outras partes do mundo.
• Construir conhecimento sistêmico sobre a organização textual e sobre como e quando
utilizar a linguagem nas situações de comunicação, tendo como base os conhecimentos da
língua materna.
• Adquirir consciência lingüística e consciência crítica dos usos que se fazem da língua
estrangeira que está aprendendo.
• Ler e valorizar a leitura como fonte de informação e prazer, utilizando-a também como
meio de acesso ao mundo do trabalho e dos estudos avançados.
• Utilizar outras habilidades comunicativas de modo a poder atuar em situações diversas.

28723554.doc 14
Conteúdos
• A língua estrangeira no uso cotidiano:
• aprender com o outro
• necessidades dos alunos
• a prática da cidadania
• Consciência crítica em relação ao uso da língua estrangeira:

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• aspectos sócio-políticos da aprendizagem de uma língua estrangeira


• construção social do significado
• autonomia
• seus usos na sociedade
• Os usos da linguagem:
• vínculos com o mundo fora da escola
• propósitos definidos: significado e relevância
• Compreensão dos textos:
• geral e detalhada
• diferentes tipos de conhecimento e sua utilização na produção escrita e oral
• apresentação contextualizada do texto
• estabelecimento de relações com os conhecimentos de outras áreas ou com temáticas
sociais urgentes
• leitura, discussão e escrita de textos
• relatos orais e escritos de suas observações, percepções e conclusões
• construção coletiva de textos

Arte

Objetivos
• Experimentar e explorar as possibilidades de cada linguagem artística.
• Compreender e utilizar a arte como linguagem, mantendo uma atitude de busca pessoal
e/ou coletiva, articulando a percepção, a imaginação, a emoção, a investigação, a
sensibilidade e a reflexão ao realizar e fruir produções artísticas.
• Experimentar e conhecer materiais, instrumentos e procedimentos artísticos diversos em
Arte (artes visuais, dança, música, teatro), de modo a utilizá-los em trabalhos pessoais,
identificá-los e interpretá-los na apreciação e contextualizá-los culturalmente.
• Construir uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e o conhecimento
estético, respeitando a própria produção e a dos colegas, sabendo receber e elaborar
críticas.
• Identificar, relacionar e compreender a arte como fato histórico contextualizado nas
diversas culturas, conhecendo, respeitando e podendo observar as produções presentes no
entorno, assim como as demais do patrimônio cultural e do universo cultural e natural,
identificando a existência de diferenças nos padrões artísticos e estéticos de diferentes
grupos.
• Observar as relações entre a arte e a leitura da realidade, refletindo, investigando,
indagando, com interesse e curiosidade, exercitando a discussão, a sensibilidade,
argumentando e apreciando arte de modo sensível.
• Identificar, relacionar e compreender os diferentes âmbitos da arte, do trabalho e da
produção artística.
• Identificar, investigar e organizar informações sobre a arte, reconhecendo e
compreendendo a variedade dos produtos artísticos e concepções estéticas presentes na
história das diferentes culturas e etnias.
• Pesquisar e saber organizar informações sobre arte em contato com artistas, obras de arte,

28723554.doc 15
fontes de comunicação e informação.

Conteúdos
• Leitura de imagens:
• produção do aluno
• produção artística visual por meio de desenho, pintura, colagem, gravura,
construção, escultura, instalação, fotografia, cinema, vídeo, meios eletrônicos,

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• design, artes gráficas e outros; individualmente ou em grupo


• observação, análise e utilização dos elementos da linguagem visual e suas
articulações nas imagens produzidas
• representação e comunicação das formas visuais, concretizando idéias próprias
• conhecimento, utilização e experimentação de materiais, suportes, instrumentos,
procedimentos e técnicas nos trabalhos artísticos, explorando suas qualidades
expressivas e construtivas
• apreciação significativa
• contato sensível e pela análise de formas visuais presentes nos próprios trabalhos,
nos dos colegas, no espaço urbano, na natureza e nas diversas culturas
• observação da presença e articulação dos elementos básicos da linguagem visual nas
imagens produzidas, nas dos colegas e nas apresentadas em diferentes culturas e
épocas
• identificação, observação e análise de diferentes materiais, técnicas e procedimentos
artísticos nos próprios trabalhos, nos dos colegas e nos de outras culturas
• apreciação e leitura visual de produções artísticas (originais e reproduções) e de
diversos meios de comunicação da imagem: televisão, vídeo, fotografia, cartaz,
publicidade, tela de computador; histórias em quadrinhos, desenho animado, design
• identificação e reconhecimento dos significados expressivos, comunicativos e de valor
simbólico das formas visuais
• discussão, reflexão e comunicação sobre o trabalho de apreciação de imagens pela
fala, escrita ou por registros (gráficos, sonoros, dramáticos, videográficos,
mobilizando a troca de informações com os colegas e outras pessoas)
• descoberta, observação e análise crítica de elementos e formas visuais na
configuração do meio ambiente construído
• identificação de variados sentidos existentes nas imagens produzidas por artistas ou
transmitidas nos meios de comunicação, e suas influências na vida pessoal e social
• produção cultural e histórica
• observação, pesquisa e conhecimento de diferentes obras de artes visuais,
produtores e movimentos artísticos de diversas culturas (regional, nacional e
internacional) e em diferentes tempos da história
• reflexão sobre a ação social que os produtores de arte realizam em diferentes épocas
e culturas, construindo relações entre vida, obra e contexto
• conhecimento e valorização das diferentes formas de manifestações artísticas visuais
como meio de acesso e compreensão das diversas culturas
• reflexão sobre as artes visuais e a cultura brasileira em sua diversidade, presença na
comunidade e no cotidiano dos alunos
• conhecimento e valorização de sistemas para documentação, preservação e
divulgação de bens culturais
• reconhecimento da importância e autonomia para freqüentar instituições culturais e
eventos populares onde as obras de arte visuais sejam apresentadas
• contato freqüente e informação oral, sobre vida e obra de artistas e produtores de
artes visuais
• elaboração de formas pessoais de registro para assimilação, sistematização e

28723554.doc 16
comunicação das experiências vividas com as artes visuais
• Dança:
• preparação técnica do corpo para poder dançar
• elementos que compõem o movimento como peso, espaço, corpo, ações
• danças populares e teatrais conhecidas por meio da tradição
• criação de movimentos e danças: improvisação e composição
• repertórios de danças populares, teatrais e midiáticas
• descrição verbal do movimento e da dança

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• registro dos movimentos e das danças por meio de símbolos ou verbalmente


• interpretação pessoal e coletiva das danças
• julgamento crítico
• o papel e a presença do corpo na dança em diferentes épocas
• diferentes estilos de dança e as relações com épocas e povos
• características e contextos sociopolíticos e socioculturais das manifestações de
danças populares
• Música:
• percepção e utilização dos sons e seu parâmetros (altura, duração, intensidade,
timbre), por intermédio de experiências pessoais e de grupo, com improvisação,
composição e interpretação, respeitando a produção própria e a dos colegas
• improvisação, composição e interpretação desenvolvendo percepção auditiva,
imaginação e memória musicais
• experimentação, improvisação e composição, a partir de propostas da própria
linguagem musical, dos sons do espaço circundante (bairros, ruas, cidades), textos,
percepção visual, tátil e do meio sociocultural (festas populares)
• construção de instrumentos musicais convencionais (dos mais simples) e não-
convencionais a partir da pesquisa de diversos meios, materiais e conhecimentos
básicos de ciências físicas e biológicas aplicadas à música
• criação, a partir de instrumentos construídos e/ou convencionais, do canto e de
materiais sonoros os mais diversos, utilizando os elementos da linguagem musical
• criação de arranjos, acompanhamentos, interpretação de músicas de culturas
populares brasileiras e do patrimônio musical construído pela humanidade, pelos
diferentes povos, culturas e etnias
• criação e interpretação de jingles, trilhas sonoras ouvidos no dia-a-dia, bem como de
criações dos movimentos musicais com os quais os jovens e adultos se identificam
• a audição, experimentação, exploração e escolha de sons vocais, cantos,
empregando-os individualmente ou em grupo, em criações e interpretações
• elaboração e leitura de trechos simples de música grafados de modo convencional
e/ou não convencional
• apreciação significativa em música: escuta, envolvimento e compreensão da
linguagem musical
• apreciação, comparação, identificação de músicas do próprio meio sociocultural,
nacionais e internacionais, pertencentes ao acervo construído pela humanidade em
diferentes tempos e espaços
• percepção, identificação e comparação de diferentes músicas quanto aos elementos
da linguagem musical: estilo, forma, motivo, dinâmica, textura, timbre, andamento
• audição de músicas brasileiras de várias vertentes e as influências que se
estabelecem entre elas e as músicas internacionais
• participação, sempre que possível, em apresentações de músicas regionais ao vivo,
nacionais e internacionais; músicas das culturas populares, étnicas, do meio
sociocultural, incluindo fruição e apreciação

28723554.doc 17
• discussões sobre as próprias produções e/ou de seu grupo sociocultural, apreciando-
as, observando semelhanças, diferenças, características e influências recebidas,
desenvolvendo o espírito crítico
• considerações e comparações sobre usos e funções da música no cotidiano e sobre o
repertório consumido pelos alunos: o mercado cultural (indústria de produção,
distribuição e formas de consumo); a estética e os diferentes estilos musicais
presentes na música; a globalização; a formação do gosto musical
• reflexões sobre os efeitos causados na audição, no temperamento, na saúde e na
qualidade de vida por hábitos como o de ouvir música em volume muito alto, bem
como pela poluição sonora do mundo contemporâneo

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• discussão sobre a prevenção, cuidados e mudanças necessárias nas atividades


cotidianas
• identificação e discussão sobre as funções desempenhadas por músicos tais
como cantor, regente, compositor de jingles para comerciais, guitarrista de uma
banda de rock
• encontros com músicos e grupos musicais da localidade e região para discutir
interpretações, técnicas e mercado de trabalho
• Produção cultural e histórica
• pesquisa, reflexões e discussões sobre origem, transformações e características de
diferentes estilos e movimentos da música brasileira
• conhecimento e adoção de atitudes de respeito pelas músicas produzidas por
diferentes culturas, povos, sociedades, etnias: na contemporaneidade, nas várias
épocas, analisando usos, funções, valores e estabelecendo relações entre elas
• observação e discussão das apropriações e reelaborações ocorridas nas músicas do
cotidiano e do meio sociocultural no decorrer dos tempos
• comparação e reflexão sobre o valor e a função da música de diferentes povos e
épocas, bem como ter um posicionamento crítico sobre discriminação de gêneros,
etnias e minorias na prática da interpretação e criação musical
• contextualização no tempo e no espaço; as paisagens sonoras de diversos meios
ambientes
• reflexão e posicionamento quanto a causas e conseqüências da qualidade atual do
ambiente sonoro, sugerindo melhorias
• Teatro:
• a prática do teatro como comunicação e reprodução coletiva
• participação em improvisações, atenta e coerente com o jogo coletivo para criar
cenas, buscando caracterizá-las em diversos espaços cênicos e na representação de
personagens
• participação entendendo e construindo seus aspectos sociais, culturais, étnicos, de
costumes, crenças, gêneros (masculino e feminino), usando o corpo e os sentidos
para expressar e criar significados
• identificação e entendimento dos elementos fundamentais para a construção de uma
cena teatral: atuantes/papéis, atores/personagens, estruturas das peças,
roteiro/enredo, cenário
• exercício constante de observação do mundo em que vive, nos seus aspectos físicos e
culturais, tais como: gestos próprios de indivíduos ou característicos de diferentes
comunidades; de espaço; ambientes; arquiteturas; de sonoridades; de
eventualidades e particularidades da própria cultura e de outras
• experimentação, pesquisa e criação com os elementos e recursos da linguagem
teatral, como: maquiagem, máscaras, figurino, adereços, música, cenografia,
iluminação e outros
• experimentação de construção de roteiros e cenas que contenham: enredo, história,

28723554.doc 18
conflito dramático, personagens, diálogo, local e ação dramática definidos
• experimentação na adaptação em roteiros baseados em histórias, notícias, contos,
fatos históricos, mitos, narrativas populares de diversos históricos e na atualidade
• experimentação, pesquisa e criação dos meios de divulgação do espetáculo teatral
como: cartazes, faixas, programas e outros
• participação do próprio aluno, dos colegas, do grupo nos exercícios e apresentações
sem distinção de sexo, idade, etnia, ritmos e temperamentos, favorecendo o processo
entre os grupos da classe e com outros da escola ou da comunidade
• teatro como apreciação
• reconhecimento e identificação da interdependência dos diversos elementos que
envolvem a produção de uma cena: atuação, coordenação de cenas, cenário,

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iluminação e som
• reconhecimento da relação palco-platéia/atuantes-expectadores, com base nas
atividades dos jogos teatrais e da organização das cenas
• observação e análise da necessidade de reformulação constante dos produtos das
cenas, em função do caráter inacabado da cena teatral
• exercício constante de observação e análise diante das propostas e das cenas de
colegas, manifestando-se de forma oral e escrita
• teatro como produto histórico-cultural
• compreensão do teatro como atividade que favorece a identificação com outras
realidades socioculturais
• pesquisa e compreensão dos diferentes momentos da história do teatro, de seus
dramaturgos (autores de teatro), estilos, encenadores e cenógrafos
• reconhecimento e interação com a diversidade cultural: de crenças, hábitos,
narrativas, visualidade (vestimentas, cenários), presentes no teatro das várias
culturas; compreensão de formas teatrais regionais, nacionais e internacionais,
esclarecendo tradições, características e modos de construção
• pesquisa e leitura de textos dramáticos, identificando suas estruturas, personagens,
conflitos, estilos e gêneros teatrais
• observação e pesquisa do movimento teatral da comunidade, da cidade, do estado,
do país e do mundo, para analisar o trabalho de atores, diretores e crítica
• consulta e levantamento de materiais relacionados à prática e ao estudo de teatro em
centros de documentação, arquivos multimídias, acervos e bancos de textos
dramáticos

Matemática
Objetivos
Identificar os conhecimentos matemáticos como meios para compreender e transformar o
mundo à sua volta e perceber o caráter de jogo intelectual, característico da Matemática,
como aspecto que estimula o interesse, a curiosidade, o espírito de investigação e o
desenvolvimento da capacidade para resolver problemas.
• Fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos da realidade,
estabelecendo inter-relações entre eles, utilizando o conhecimento matemático (aritmético,
geométrico, métrico, algébrico, estatístico, combinatório, probabilístico).
• Selecionar, organizar e produzir informações relevantes, para interpretá-las e avaliá-las
criticamente.
• Resolver situações-problema, sabendo validar estratégias e resultados, desenvolvendo
formas de raciocínio e processos, como intuição, indução, dedução, analogia e estimativa,
utilizando conceitos e procedimentos matemáticos, bem como instrumentos tecnológicos

28723554.doc 19
disponíveis.
• Comunicar-se matematicamente, ou seja, descrever, representar e apresentar resultados
com precisão e argumentar sobre suas conjecturas, fazendo uso da linguagem oral e
estabelecendo relações entre ela e diferentes representações matemáticas.
• Estabelecer conexões entre temas matemáticos de diferentes campos, e entre esses temas
e conhecimentos de outras áreas curriculares.
• Sentir-se seguro da própria capacidade de construir conhecimentos matemáticos,
desenvolvendo a auto-estima e a perseverança na busca de soluções.
• Interagir com seus pares de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de
soluções para problemas propostos, identificando aspectos consensuais ou não na
discussão de um assunto, respeitando o modo de pensar dos colegas e aprendendo com
eles.

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• PENSAMENTO NUMÉRICO
• Identificar os conhecimentos matemáticos como meios para compreender e transformar
o mundo à sua volta e perceber o caráter de jogo intelectual, característico da
Matemática, como aspecto que estimula o interesse, a curiosidade, o espírito de
investigação e o desenvolvimento da capacidade para resolver problemas.

• PENSAMENTO GEOMÉTRICO
• Resolver situações-problema de localização e deslocamento de pontos no espaço,
reconhecendo nas noções de direção e sentido, de ângulo, de paralelismo e de
perpendicularismo elementos fundamentais para a constituição de sistemas de
coordenadas cartesianas.
• Estabelecer relações entre figuras espaciais e suas representações planas, envolvendo a
observação das figuras sob diferentes pontos de vista, constr uindo e interpretando suas
representações.
• Resolver situações-problema que envolvam figuras geométricas planas, utilizando
procedimentos de decomposição e composição, transformação, ampliação e redução.
• Identificar elementos variantes e invariantes, desenvolvendo o conceito de semelhança.

• COMPETÊNCIA MÉTRICA
• Ampliar e construir noções de medida pelo estudo de diferentes grandezas, a partir de
sua utilização no contexto social e da análise de alguns dos problemas históricos que
motivaram a construção de tais noções.
• Resolver problemas que envolvam diferentes grandezas, selecionando unidades de
medida e instrumentos adequados à precisão requerida.
• Obter e utilizar fórmulas para cálculo da área de superfícies planas e para cálculo de
volumes de sólidos geométricos (prismas retos e composições desses prismas).

• RACIOCÍNIO QUE ENVOLVE PROPORCIONALIDADE


• Observar a variação entre grandezas, estabelecendo relações entre elas, e construir
estratégias (não convencionais e convencionais, como a regra de três) para resolver
situações que envolvam a variação de grandezas direta ou inversamente proporcionais.

• PENSAMENTO ALGÉBRICO
• Reconhecer que representações algébricas permitem expressar generalizações sobre
propriedades das operações aritméticas, traduzir situações-problema e favorecer as
possíveis soluções.
• Traduzir informações contidas em tabelas e gráficos em linguagem algébrica e vice-
versa, generalizando regularidades e identificando os significados das letras.
• Utilizar os conhecimentos sobre as operações numéricas e suas propriedades para

28723554.doc 20
construir estratégias de cálculo algébrico, produzir e interpretar diferentes escritas
algébricas (expressões, igualdades e desigualdades), identificando as equações,
inequações e sistemas.
• Resolver situações-problema por meio de equações e inequações do primeiro grau,
compreendendo os procedimentos envolvidos.
• Observar regularidades e estabelecer leis matemáticas que expressem a relação de
dependência entre variáveis.

• RACIOCÍNIO COMBINATÓRIO, ESTATÍSTICO E PROBABILÍSTICO


• Coletar, organizar e analisar informações, construir e interpretar tabelas e gráficos,
formular argumentos convincentes, tendo por base a análise de dados organizados em
representações matemáticas diversas.
• Construir um espaço amostral de eventos equiprováveis, utilizando o princípio

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DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO

multiplicativo ou simulações, para estimar a probabilidade de sucesso de um dos


eventos.
• Resolver situações-problema que envolvam o raciocínio combinatório e a
determinação da probabilidade de sucesso de um determinado evento por meio de uma
razão.

Conteúdos
• desenvolvimento da capacidade de investigação e da perseverança na busca de resultados,
valorizando o uso de estratégias de verificação e controle de resultados
• predisposição para alterar a estratégia prevista para resolver uma situação-problema:
quando o resultado não for satisfatório, encontrar exemplos e contra-exemplos, formular
hipóteses e comprová-las
• interesse em comparar diferentes métodos e processos na resolução de um problema,
analisando semelhanças e diferenças entre eles e justificando-os
• interesse por utilizar as diferentes representações matemáticas, selecionando as que se
adaptam com mais precisão e funcionalidade a cada situação-problema de maneira que
facilitem sua compreensão e análise
• valorização do trabalho coletivo, colaborando na interpretação de situações-problema, na
elaboração de estratégias de resolução e na validação dessas estratégias
• interesse pelo uso dos recursos tecnológicos como instrumentos que podem auxiliar na
realização de alguns trabalhos, sem anular o esforço da atividade compreensiva
• predisposição para usar os conhecimentos matemáticos como recursos para interpretar,
analisar e resolver problemas em contextos diversos
• compreensão da importância da estatística na atividade humana, assim como de que ela
pode induzir a erros de julgamento, pela manipulação de dados e pela apresentação
incorreta das informações (ausência de indicação da freqüência relativa, construção de
gráficos com escalas inadequadas etc.)
• predisposição para analisar criticamente informações e opiniões veiculadas pela mídia,
suscetíveis de análise à luz dos conhecimentos matemáticos
• interesse em dispor de critérios e registros pessoais para emitir um juízo de valor sobre o
próprio desempenho, de modo a compará-lo com o juízo feito pelos professores e a
aprimorá-lo

• Grandezas e medidas:
• resolução de situações-problema envolvendo grandezas (capacidade, tempo, massa,
temperatura) e as respectivas unidades de medida, fazendo conversões adequadas para
efetuar cálculos e expressar resultados
• utilização de instrumentos de medida para fazer medições em função da situação-

28723554.doc 21
problema
• cálculo ou estimativa da área de figuras planas
• volume de paralelepípedo retângulo pela contagem de cubos utilizados para preencher
seu interior
• estabelecimento da razão aproximada entre a medida do comprimento de uma
circunferência e seu diâmetro
• construção de procedimentos para o cálculo de áreas e perímetros de superfícies planas
(limitadas por segmentos de reta e/ou arcos de circunferência e por aproximações;
• análise das variações do perímetro e da área de um quadrado em relação à variação da
medida do lado e construção de gráficos cartesianos para representar essas
interdependências
• resolução de situações-problema envolvendo grandezas (capacidade, tempo, massa,
temperatura) e as respectivas unidades de medida, fazendo conversões adequadas para
efetuar cálculos e expressar resultados

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DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO

• resolução de situações-problema envolvendo grandezas determinadas pela razão de


duas outras (densidade e velocidade) ou pelo produto (energia elétrica: kWh)
• cálculo do volume de alguns prismas retos e relação com situações-problema sobre
capacidade desses prismas

• Números e operações:
• compreensão dos significados dos números naturais, em diferentes contextos
• compreensão do sistema de numeração decimal e da extensão das regras desse sistema
para leitura, escrita e representação dos números racionais na forma decimal
• reconhecimento de números inteiros negativos em diferentes contextos e exploração de
situações-problema em que estes indicam falta, diferença, orientação (origem) e
deslocamento entre dois pontos
• reconhecimento de números racionais em diferentes contextos e exploração de
situações-problema em que estes indicam relação entre parte e todo, quociente e razão
ou nos quais funcionam como operador, e localização na reta numérica
• análise, interpretação, formulação e resolução de situações-problema, compreendendo
diferentes significados das operações envolvendo números naturais, inteiros, racionais e
irracionais aproximados por racionais
• cálculos (mentais ou escritos, exatos ou aproximados) envolvendo operações com
números naturais, inteiros e racionais, por meio de estratégias variadas que permitam a
compreensão dos processos nelas envolvidos, e uso da calculadora para verificar e
controlar resultados
• compreensão da potência como produto de fatores iguais, uso das propriedades da
potenciação em situações-problema, extensão das propriedades das potências com
expoente positivo para as potências de expoente nulo e negativo
• resolução de situações-problema que envolvem a idéia de proporcionalidade, incluindo
os cálculos com porcentagens
• resolução de situações-problema que envolvem juros simples, construindo estratégias
variadas, particularmente as que fazem uso de calculadora; compreensão da raiz
quadrada e cúbica de um número a partir de problemas – como a determinação do lado
de um quadrado de área conhecida, ou da aresta de um cubo de volume dado – e
realização de cálculos aproximados de raízes quadradas por meio de estimativas e
fazendo uso de calculadoras
• constatação de que existem situações-problema, em particular algumas vinculadas à
geometria e medidas, cujas soluções não são dadas por números racionais
• Espaço e forma:
• leitura e interpretação de plantas, croquis, mapas em situações-problema

28723554.doc 22
• identificação e classificação de figuras tridimensionais e bidimensionais
• identificação de planificações de alguns sólidos geométricos
• representação de diferentes vistas (lateral, frontal e superior) de figuras tridimensionais
e reconhecimento de figuras representadas por diferentes vistas
• construção da noção de ângulo associada à idéia de mudança de direção e pelo seu
reconhecimento em figuras planas
• identificação de ângulos congruentes, complementares e suplementares em feixes de
retas paralelas cortadas por retas transversais
• resolução de situações-problema que envolvam a construção da mediatriz de um
segmento, da bissetriz de um ângulo, de retas paralelas e perpendiculares, de alguns
ângulos notáveis e da altura, bissetriz e mediana de um triângulo, fazendo uso de
instrumentos
• ampliação e redução de figuras planas segundo uma razão e identificação dos elementos
que não se alteram (medidas de ângulos) e dos que se modificam (medidas dos lados,
do perímetro e da área)

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DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO

• desenvolvimento da noção de semelhança de figuras planas a partir de ampliações ou


reduções, identificando as medidas que não se alteram (ângulos) e as que se modificam
(lados, superfície e perímetro)
• identificação de propriedades de figuras que se correspondem por uma isometria
(simetria axial, translação, rotação)
• desenvolvimento da noção de congruência de figuras planas a partir da exploração de
transformações isométricas
• verificações experimentais e aplicações dos teoremas de Tales e de Pitágoras
• Álgebra:
• utilização de representações algébricas para expressar generalizações de propriedades
das operações aritméticas, de regularidades observadas em algumas seqüências
numéricas e no cálculo do número de diagonais de um polígono
• tradução de situações-problema por equações ou inequações do primeiro grau,
construção de procedimentos para resolvê-las, discussão do significado das raízes em
confronto com a situação proposta
• resolução de situações-problema por meio de um sistema de equações do primeiro grau,
discutindo o significado das raízes encontradas em confronto com a situação proposta
• construção de procedimentos para calcular o valor numérico e efetuar operações com
expressões algébricas, utilizando as propriedades conhecidas, fatorações e
simplificações
• resolução de situações-problema que podem ser solucionadas por uma equação do
segundo grau, discutindo o significado das raízes obtidas em confronto com a situação
proposta
• Tratamento da informação:
• leitura e interpretação de dados expressos em tabelas e gráficos, coleta, organização de
dados e utilização de recursos visuais adequados (tabelas e gráficos) para sintetizá-los,
comunicá-los e permitir a elaboração de conclusões
• compreensão do significado da média aritmética como um indicador da tendência de
uma pesquisa
• representação e contagem dos casos possíveis em situações combinatórias
• resolução de situações-problema de contagem, que envolvem o princípio multiplicativo,
por meio de estratégias variadas, como a construção de diagramas, tabelas e esquemas
sem a aplicação de fórmulas
• leitura e interpretação de dados expressos em gráficos de colunas, de setores,
organização de dados e construção de gráficos (de colunas, de setores)
• obtenção de medidas de tendência central de uma pesquisa (média, moda e mediana),

28723554.doc 23
compreendendo seus significados para fazer inferências
• construção do espaço amostral, utilizando o princípio multiplicativo e a indicação da
probabilidade de um evento por meio de uma razão
• elaboração de experimentos e simulações para estimar probabilidades e verificar
probabilidades previstas

Sociedade e Natureza (História, Geografia, Ciências, Informática)


História

Objetivos
• Estabelecer relações entre a vida individual e social, identificando relações sociais em seu
próprio grupo de convívio, na localidade, na região e no país, relacionando-as com outras
manifestações, em outros tempos e espaços.

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DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO

• Situar acontecimentos e localizá-los em uma multiplicidade de tempos.


• Reconhecer que o conhecimento histórico é parte do conhecimento interdisciplinar.
• Compreender que as histórias individuais são partes integrantes de histórias coletivas.
• Questionar sua realidade, identificando problemas e possíveis soluções, conhecendo formas
político-institucionais e organizações da sociedade civil que permitam atuar sobre a
realidade.
• Dominar procedimentos de pesquisa escolar e de produção de texto, aprendendo a
observar e colher informações de diferentes paisagens e registros escritos, iconográficos,
sonoros e materiais.
• Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a diversidade social.
• Valorizar o direito de cidadania dos indivíduos, dos grupos e povos, como condição para
fortalecer a democracia, respeitando-se as diferenças e lutando contra as desigualdades.

Conteúdos
• estabelecimento de relações entre a história do presente e acontecimentos e/ou processos
históricos do passado
• identificação de diferentes temporalidades no presente (por exemplo, ao caminhar por uma
cidade, reconhecer diferentes estilos e épocas na arquitetura de casas, pontes, chafarizes,
prédios, percebendo a permanência de construções antigas convivendo com outras,
arrojadas e futurísticas)
• reconhecimento de fatos históricos relevantes, organizando essas informações,
compreendendo e utilizando conceitos históricos
• identificação da diversidade nas experiências humanas na mesma época ou em tempos
diferentes (por exemplo, ao estudar os costumes familiares no final do século 18 e início
do 19, perceber diferenças entre a organização das famílias patriarcais dos senhores de
engenho do Nordeste e a das famílias matriarcais nas camadas pobres da cidade de São
Paulo)
• extração de informações e análise crítica de objetos, textos, imagens, músicas etc.,
dominando uma metodologia de análise de documentos
• obtenção e relacionamento de idéias e informações em textos
• escrita de textos
• formação de opinião sobre o tema em estudo
• valorização da convivência com diferenças etnias e culturais etc.
• construção de relações de transformação, permanência, semelhança e diferença entre o
presente e o passado e entre os espaços local, regional, nacional e mundial

28723554.doc 24
• construção de articulações históricas como decorrência das problemáticas selecionadas
para estudo
• estudo de contextos específicos e de processos, sejam eles contínuos ou descontínuos

Propostas de eixos temáticos

• Para turmas iniciais


• Relações sociais e trabalho: migrações e identidades (esse eixo temático abrange as
preocupações que mais afetam esse público escolar: a origem migrante, as culturas e as
identidades, o mundo do trabalho. Aborda temas que ocupam o fulcro do processo de
mudanças do mundo contemporâneo na atualidade, afetando decisivamente a sociedade
brasileira)

Subtema 1
Migrações, cultura e identidades
• diferentes tipos de documento
• variadas versões sobre o subtema estudado

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DEPARTAMENTO PEDAGÓGICO

• orientações sobre procedimentos básicos de leitura e escrita


• noções básicas de tempo cronológico (anterioridade e posterioridade, década, século
e milênio)
• relações do subtema com momentos e processos de curta, média ou longa duração

Subtema 2:
Trabalho e relações sociais
• a diversidade de atividades e profissões que convivem em uma mesma sociedade e
quais delas existiram em diferentes momentos ou tempos históricos
• a divisão de trabalho e sua transformação no tempo
• a divisão de tarefas no espaço doméstico
• as crianças e o trabalho
• o trabalho da mulher
• as técnicas, as máquinas, a informatização e a robotização
• a relação entre sexo, idade, etnia e formação escolar na remuneração do trabalho
• os tipos de remuneração do trabalho
• as políticas governamentais e sindicais de salário
• direitos sociais do trabalho
• divisão de trabalho entre as culturas indígenas
• produção de alimentos e de utensílios pelos povos indígenas
• escravidão e trabalho indígena na sociedade colonial
• tráfico de escravos e mercantilismo
• escravidão africana na agricultura de exportação, na mineração, na produção de
alimentos e nos espaços urbanos
• lutas e resistências de escravos e o processo de emancipação
• trabalho livre no campo e na cidade após a abolição
• imigração e migrações internas em busca de trabalho etc.

• Para turmas em continuidade

• Relações de poder, conflitos sociais e cidadania (esse eixo temático pretende discutir
questões relacionadas às lutas e conquistas travadas em nossa sociedade pela

28723554.doc 25
ampliação do campo da cidadania)

Subtema 1:
Relações de poder e conflitos sociais
• quando se agravaram as lutas pela terra no Brasil
• quais eram e como estavam organizados os grupos nelas envolvidos
• como foram resolvidos ou reprimidos os conflitos etc.

Subtema 2:
Cidadania e cultura contemporânea
• a escravidão e a luta pela liberdade
• o poder oligárquico, o coronelismo e o voto na República Velha
• as Constituições e as mudanças nos direitos e deveres dos cidadãos
• as ditaduras e a supressão de direitos políticos e civis (Estado Novo e governo militar
pós-1964)
• o conceito de cidadania no Brasil de hoje e a percepção da condição de cidadão pela
população brasileira
• as desigualdades econômicas e sociais e as aspirações de direitos pela população
brasileira, especialmente o direito à educação

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Geografia

Objetivos
• Compreender que cidadania também é o sentimento de pertencer a uma realidade na qual
as relações entre a sociedade e a natureza formam um todo integrado do qual todos são
membros participantes, afetivamente ligados, e pelo qual são responsáveis e
historicamente comprometidos com valores humanísticos.
• Construir um conjunto de conhecimentos referentes a conceitos, procedimentos e atitudes
relacionados à Geografia, que permita aos jovens e adultos conhecerem o mundo atual em
sua diversidade, favorecendo a compreensão de como as paisagens, os lugares e
os territórios se constroem.
• Construir referenciais que possibilitem uma participação propositiva e reativa nas questões
socioambientais que acontecem na localidade e em espaços mais distantes.
• Conhecer o funcionamento da natureza em suas múltiplas relações, de modo a
compreender o papel das sociedades na construção do território, da paisagem e do lugar.
• Compreender a espacialidade e a temporalidade dos fenômenos geográficos estudados em
suas dinâmicas e interações, entendendo a formação e a organização espacial atual de
espaços geográficos próximos ou distantes.
• Compreender que as melhorias das condições de vida, os direitos políticos, os avanços
tecnológicos e as transformações socioculturais são conquistas ainda não usufruídas por
todos os seres humanos e, dentro de suas possibilidades, empenhar-se em democratizá-
las.
• Conhecer e saber utilizar procedimentos de pesquisa da Geografia, compreender a
paisagem, o território e o lugar, seus processos de construção, identificando suas relações,
problemas e contradições.
• Desenvolver diferentes habilidades que permitam olhar o espaço, usando procedimentos
de pesquisa em Geografia.
• Compreender a importância das diferentes linguagens (gravuras, músicas, literatura,
dados estatísticos, documentos de diferentes fontes) na leitura da paisagem, tornando-se
capaz de interpretar, analisar e relacionar diversas informações sobre o espaço.
• Utilizar a linguagem gráfica para obter informações e representar a espacialidade dos
fenômenos geográficos.

28723554.doc 26
• Valorizar o patrimônio sociocultural e ambiental, respeitando a sociodiversidade e
reconhecendo tais patrimônios como direitos dos povos e indivíduos e elementos de
fortalecimento da democracia.

Conteúdos
• a construção dos espaços como resultado das formas de interação de diferentes grupos
sociais e culturais com a natureza
• as singularidades ambientais do lugar em que vivem, com suas diferenças e semelhanças
com outros lugares, adquirindo consciência dos vínculos afetivos e de identidade que
estabelecem com seus espaços de convivência
• as conseqüências de suas ações, individuais ou coletivas, em relação aos valores humanos
ou à natureza
• a importância de atitudes solidárias e comprometidas com o destino das futuras gerações

Propostas de eixos temáticos

• A Geografia como possibilidade de leitura e compreensão do mundo.


• Temas – a construção do espaço; os territórios e os lugares; a conquista do lugar como
conquista da cidadania.

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• Itens de conteúdos – o trabalho e a apropriação da natureza na construção do


território; as diferentes técnicas e costumes e a diversidade de paisagens na cidade; o
lugar como experiência vivida dos homens com o território e paisagens; o imaginário e
as representações da vida cotidiana: o significado das coisas e dos lugares, unindo e
separando as pessoas, e a cidadania como consciência de pertencer, interagir e sentir-
se integrado às pessoas e aos lugares.

• O estudo da natureza e sua importância para o homem.


• Tema – a natureza e as questões socioambientais.
• Item de conteúdo – modo de vida urbano e qualidade de vida.

• O campo e a cidade como formações socioespaciais.


• Temas – o espaço como acumulação de tempos desiguais.
• Itens de conteúdo – a diversidade dos conjuntos arquitetônicos urbanos: os diferentes
monumentos históricos e o traçado das vias públicas, como referências para
a compreensão da evolução das formas e estruturas urbanas.

Ciências

Objetivos
• Compreender a ciência como um processo de produção de conhecimento e uma atividade
humana, histórica, associada a aspectos de ordem social, econômica, política e cultural.
• Compreender a natureza como um todo dinâmico, e o ser humano, em sociedade, como
agente de transformações do mundo em que vive, com relação essencial com os demais
seres vivos e outros componentes do ambiente.
• Identificar relações entre conhecimento científico, produção de tecnologia e condições de
vida, no mundo de hoje, sua evolução histórica, e compreender a tecnologia como meio
para suprir necessidades humanas, sabendo elaborar juízo sobre riscos e benefícios das
práticas científico-tecnológicas.
• Compreender a saúde pessoal, social e ambiental como bem individual e coletivo que deve
ser promovido pela ação de diferentes agentes.
• Formular questões, diagnosticar e propor soluções para problemas reais a partir de

28723554.doc 27
elementos das Ciências Naturais, colocando em prática conceitos, procedimentos e atitudes
desenvolvidos no aprendizado escolar.
• Saber utilizar conceitos científicos básicos, associados tanto a energia, matéria,
transformação, como espaço, tempo, sistema, equilíbrio e vida.
• Saber combinar leituras, observações, experimentações e registros para coleta,
comparação entre explicações, organização, comunicação e discussão de fatos e
informações.
• Valorizar o trabalho em grupo, sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção
coletiva do conhecimento.

Conteúdos
Propostas de eixos temáticos
• Terra e universo (este eixo propõe estudos que permitam ao aluno reconhecer a Terra
como componente do sistema solar e compreender as interações desse planeta com o
sistema)
• observação direta, busca e organização de informações sobre a duração do dia em
diferentes épocas do ano e sobre os horários de nascimento e ocaso do Sol, da Lua e
das estrelas ao longo do tempo, reconhecendo a natureza cíclica desses eventos e
associando-os a ciclos dos seres vivos e ao calendário

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• busca e organização de informações sobre cometas, planetas e satélites do sistema


solar e outros corpos celestes, para elaborar uma concepção de universo
• estabelecimento de relação entre os diferentes períodos iluminados do dia e as estações
do ano, mediante observação direta local e interpretação de informações sobre esse fato
em diferentes regiões terrestres, para compreensão do modelo heliocêntrico
• valorização dos conhecimentos de povos antigos para explicar os fenômenos celestes
• valorização do conhecimento historicamente acumulado, considerando o papel de novas
tecnologias e o embate de idéias nos principais eventos da história da astronomia até os
dias de hoje
• caracterização da constituição da Terra e das condições existentes para a presença de
vida
• Vida e ambiente
• investigação de diferentes explicações sobre a vida na Terra, sobre a formação dos
fósseis e comparação entre espécies extintas e atuais
• investigação da diversidade dos seres vivos, compreendendo características adaptativas
e cadeias alimentares, valorizando-os e respeitando-os
• reconhecimento de formas eficientes de dispersão e estratégias reprodutivas dos seres
vivos, em diferentes ambientes, e comparação entre reprodução sexual e assexual no
que diz respeito à variabilidade dos descendentes
• comparação entre diferentes ambientes em ecossistemas brasileiros quanto à vegetação
e fauna, suas inter-relações e interações com solo, clima, disponibilidade de luz e de
água e com as sociedades humanas
• coleta, organização, interpretação e divulgação de informações sobre transformações
provocadas nos ambientes pela ação humana e medidas de proteção e recuperação,
particularmente na região onde vivem e em outras regiões brasileiras, valorizando
medidas de proteção ao meio ambiente
• investigação dos fenômenos de transformação de estados físicos da água,
compreendendo o ciclo da água em diferentes ambientes, identificando o modo como os
mananciais são reabastecidos e valorizando sua preservação
• estabelecimento de relações entre os fenômenos da fotossíntese, da respiração celular e
da combustão para explicar os ciclos do carbono e do oxigênio, de forma integrada com
o fluxo unidirecional de energia no planeta

28723554.doc 28
• investigação de alterações de ambientes como resultado da emissão de substâncias,
partículas e outros materiais produzidos por agentes poluidores, compreendendo os
processos de dispersão de poluentes no planeta e aspectos ligados à cultura e à
economia, para valorizar medidas de saneamento e de controle de poluição
• Ser humano e saúde
• compreensão do organismo humano como um todo e reconhecimento de fatores
internos e externos ao corpo que concorrem para a manutenção do equilíbrio,
envolvendo as manifestações e os modos de prevenção de doenças comuns na
comunidade à qual os alunos pertencem e o papel da sociedade humana na preservação
da saúde coletiva e individual
• compreensão dos processos envolvidos na nutrição, estabelecendo relações entre os
fenômenos da digestão dos alimentos, a absorção de nutrientes e sua distribuição pela
circulação sangüínea para todos os tecidos do organismo
• distinção entre alimentos que são fontes ricas de nutrientes plásticos, energéticos e
reguladores, e caracterização do papel de cada grupo no organismo humano, avaliando
a própria dieta, reconhecendo as conseqüências de carências nutricionais (muitas vezes
decorrentes de fatores culturais e ambientais) e valorizando os direitos do consumidor
• compreensão dos sistemas nervoso e hormonal e sua inter-relação com os elementos
internos e externos ao corpo (ambiente) em situações do cotidiano ou de risco à
integridade pessoal e social, valorizando condições saudáveis de vida

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• caracterização do ciclo menstrual e da ejaculação, associando-os à gravidez


• compreensão dos processos de fecundação, gravidez e parto e conhecimento sobre
vários métodos anticoncepcionais, estabelecendo relações entre o uso de preservativos,
a contracepção e a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, com a
valorização do sexo seguro e da gravidez planejada
• Tecnologia e sociedade
• investigação de tecnologias usuais e tradicionais de mesma finalidade, comparando quer
a qualidade das soluções obtidas e outras vantagens, quer os problemas gerados por
seu uso, e valorizando, por outro lado, os direitos do consumidor, a qualidade de vida e
a conservação do meio ambiente
• investigação das formas de conservação de alimentos – cozimento, adição de
substâncias, refrigeração e desidratação – quanto às técnicas específicas e à
importância histórica e social das técnicas de conservação, em âmbito mundial e local,
descrevendo processos industriais e artesanais para esse fim
• comparação e classificação de diferentes equipamentos de uso cotidiano segundo sua
finalidade, princípios de funcionamento e tipos de energia envolvidos em sua fabricação
e operação, valorizando o consumo criterioso de energia, os direitos do consumidor
e a qualidade de vida
• investigação de processos de extração de matérias-primas, produção de energia e de
outras substâncias por tecnologias tradicionais ou alternativas e transformação
industrial, valorizando a preservação dos recursos naturais
• comparação e classificação de diferentes materiais segundo sua finalidade, a origem da
matéria-prima usada em sua fabricação, os processos de produção e o tempo de
decomposição na natureza, valorizando o consumo criterioso desses materiais
• compreensão de processos de recuperação e degradação de ambientes por ocupação
urbana desordenada, industrialização, desmatamento, inundação para construção de
barragem ou mineração, pesando custos ambientais e benefícios sociais e valorizando a
qualidade de vida
• compreensão da relação de mão-dupla entre necessidades sociais e evolução das
tecnologias, valorizando a manutenção e a melhoria das condições de saúde, a
qualidade de vida e a conservação dos ecossistemas naturais

28723554.doc 29
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REGISTRO E AVALIAÇÃO

Como analisar a dinâmica de aprendizagem dos alunos?

Para poder analisar o progresso de seu trabalho e o de seus alunos, os educadores


precisam contar com um instrumento importante: o registro do que ocorre na sala de aula e
de como os alunos realizaram algumas atividades mais significativas. Outra boa estratégia é
arquivar produções escritas realizadas pelos alunos em diferentes momentos do processo
para poder identificar seus progressos.

Os registros sobre os progressos dos alunos podem ser feitos em quadros em que
constem os nomes dos alunos nas linhas, cruzadas por colunas onde se possam anotar os
principais objetivos de aprendizagem que já atingiram. Veja alguns exemplos:

28723554.doc 30
ALUNO (A)

2. Luís da Silva
1. José Ferreira
Período (indicar os meses
em que foram feitas as

Abr.
Fev.

Març.
avaliações)

Às
Às
Expõe suas idéias com clareza

Não

vezes
vezes
ORAL

Fica atento e interage com a

Sim
Sim
Sim
fala dos outros
LINGUAGEM

Utiliza letras para escrever


sem estabelecer relação com

Não
Não
Sim
os sons que representam
Percebe a relação entre letras
e sons, mas escreve faltando

Sim
Sim
Não

28723554.doc
letras
ESCRITA

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Escreve de modo legível, mas
Não
Não
Não

comete erros ortográficos

Identifica palavras, letras ou


Sim
Sim
Sim

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nomes próprios trabalhados

Lê pequenos textos,
Sim
Não
Não

soletrando ou silabando

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Lê silenciosamente textos,
Não
Não
Não

com autonomia
LEITURA

Compreende a idéia geral dos


Não
Não
Não

textos que lê

Localiza informações
Não
Não
Não

específicas nos textos que lê

31
LEITURA DE CÁLCULO SITUAÇÕES-
ESCRITA DE NÚMEROS
NÚMEROS MENTAL PROBLEMAS

Compara diferentes formas de


Período (indicar os meses

Escreve números com quatro

explicar seus procedimentos

Domina a técnica operatória


escrito) seus procedimentos
escrever, mas não de forma

Escreve números com até 3

Estabelece estratégias para


Lê números maiores, com
Escreve números com até
em que foram feitas as

Lê qualquer número até

Faz e comunica (oral ou


Faz, mas não consegue
Utiliza algarismos para

Lê números familiares

solucionar situações-
dois dígitos (até 99)

(especificar qual)
dígitos (até 999)

ou mais dígitos

milhar ou mais
convencional
avaliações)

dificuldade

problema
solução
ALUNO (A)

Fev. Não Sim Não Não Não Sim Não Sim Não Não Não Não

1. José Ferreira Març. Não Sim Não Não Não Sim Não Sim Não Não Não Não

Às
Abr. Sim Sim Não Não Sim Não Não Sim Sim Sim Não
vezes

2. Luís da Silva

(...) É preciso implementar práticas em que os alunos participem efetivamente dos


processos avaliativos, por meio de negociações e acordos estabelecidos com o professor nos
quais se definam objetivamente as finalidades, as ações, as condições de realização, as
responsabilidades e a colaboração na tomada de decisões. Quanto a isso, duas questões
merecem destaque:

• Qual o papel da avaliação num processo de implementação curricular que toma como
ponto de partida o desenvolvimento de capacidades e competências fundamentais
para o exercício da cidadania e colocam em relevância o contexto social em que se
produz a aprendizagem dos alunos?
• Como incorporar às concepções gerais de avaliação o reconhecimento de um perfil
distinto e singular que é o da clientela da EJA, caracterizado pela heterogeneidade de
experiências, demandas, necessidades e motivações, pelo domínio de um amplo e
diversificado rol de conhecimentos, construídos a partir de experiência do cotidiano e
por disponibilidades peculiares para novas aprendizagens?

A avaliação como elemento integrante de uma proposta curricular e a tomada de


decisões direcionadas para o aprimoramento das aprendizagens dos alunos são questões-
chave para quem ensina na EJA. Se por um lado sabe-se que mudanças na definição de
objetivos, na maneira de conceber a aprendizagem, na interpretação e na abordagem dos
conteúdos implicam repensar as finalidades da avaliação, por outro lado também se sabe que
é por meio dela que se revelam as incoerências pedagógicas.

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...................

(...) Se for legítimo o desejo de aprimorar a prática pedagógica, no sentido de que ela
contribua significativamente para a aprendizagem dos alunos, é necessário rever a avaliação.

28723554.doc 32
Aos poucos, a idéia de avaliar como prática para medir resultados vem sendo abandonada,
em prol de outra idéia que a considera como prática de análise do processo e identificação de
obstáculos à aprendizagem. Isso se deve à forte influência da perspectiva socioconstrutivista,
que preconiza a aprendizagem como uma construção do sujeito, para a qual concorrem, em
igual nível de importância, os conhecimentos prévios sobre o que se está aprendendo, a
compreensão da proposta apresentada e as estratégias mobilizadas para resolvê-la.
....................

Para avançar no sentido de encontrar respostas para essas questões, é preciso


inicialmente considerar que a avaliação não pode ser um processo de responsabilidade única
do professor, uma vez que ela pressupõe uma grande quantidade de decisões a serem
tomadas, em distintas singularidades de cada situação didática que se avalia, e também
supor os contextos heterogêneos em que ocorrem as aprendizagens. É preciso, portanto,
incorporar outros aspectos que permitam ao professor compartilhar a avaliação e poder
praticá-la com a função de regular o processo de ensino e aprendizagem. Isso implica buscar
informações para compreender como cada aluno atua diante das tarefas propostas e
possibilitar os meios de formação que respondam adequadamente às características
particulares desses alunos.

Pensar a avaliação como função reguladora da aprendizagem significa levar em


conta que:

• A aprendizagem se concebe como uma construção pessoal do sujeito que aprende,


influenciada tanto pelas características pessoais – esquemas de pensamento, idéias
prévias, motivação, experiências anteriores etc. – como pelo contexto social em que
ela se desenvolve.
• O êxito na aprendizagem também é garantido pelas mediações que se produzem entre
o aluno e o professor e entre um aluno e os demais. Em função de distintos esquemas
de conhecimento e contextos culturais, os alunos nem sempre percebem, da mesma
maneira, as demandas do professor. Por isso, é necessário promover processos de
negociação que lhes permitam compartilhar as mesmas idéias sobre os objetivos a
serem atingidos.
• A aprendizagem pode ser favorecida se os alunos se apropriarem progressivamente,
por meio de situações didáticas adequadas, dos instrumentos e critérios de avaliação
do professor.
• A autonomia dos alunos é promovida quando o professor compartilha com eles o
controle e a responsabilidade sobre suas aprendizagens, mediante estratégias e
instrumentos de auto-avaliação que propiciem a construção de um sistema pessoal
para regular seus processos de aprendizagem.

Esses novos aspectos imprimem um caráter comunicativo e abrem novas perspectivas


para a avaliação, uma vez que propõem a interação e a gestão social da aula e possibilitam o
compartilhamento de responsabilidades sobre a aprendizagem. Eles direcionam o professor a
buscar alternativas didáticas que auxiliem o aluno a aprender a aprender. Para planejar
intervenções didáticas pertinentes e de qualidade, é preciso interpretar e analisar o contexto
da realidade educativa e, nesse processo, os registros têm um papel fundamental.
Experiências de uso de diários e relatórios como forma de documentação e construção de
conhecimento pedagógico vêm sendo tematizadas por diferentes autores, pois são registros
que permitem trazer a prática para os espaços de discussão e reflexão a posteriori.

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O ato de “refletir por escrito”, como diz Telma Weisz (2000), possibilita a criação de

28723554.doc 33
um espaço para que a reflexão sobre a prática ultrapasse a simples constatação. Escrever
sobre alguma coisa faz com que se construa uma experiência de reflexão organizada,
produzindo, para quem escreve, um conhecimento mais aprofundado da prática, de crenças
pessoais, do que se sabe e do que não se sabe.

Têm se multiplicado, nos últimos anos, as investigações sobre o uso de portfólios, que
podem servir também como um interessante modo de fazer registros a serem utilizados na
avaliação e contribuir ainda para que cada professor faça sua auto-avaliação. Esses
instrumentos contribuem, assim, diretamente para o desenvolvimento profissional dos
professores, pois analisar em profundidade o próprio percurso faz perceber os avanços e
limites e promove a tomada de consciência da própria produção, favorecendo a autonomia e a
formulação de projetos pessoais de trabalho e desenvolvimento.

A leitura das reflexões sobre o que o professor está fazendo, dos relatos de
experiências vividas, entre outros aspectos, propiciam situações de reflexão organizada sobre
o seu trabalho e podem também ajudá-lo a identificar em que aspectos de sua prática são
necessários maiores investimentos.

Para concluir, uma nova postura sobre a avaliação pressupõe:

• Compreender a avaliação totalmente integrada no processo de aprendizagem e evitar


confundi-la com momentos particulares em que se aplicam testes, provas, exames etc.
• Considerar que avaliar, antes de atribuir uma nota, é conhecer a estratégia utilizada
pelo aluno na solução de uma tarefa, e dessa forma identificar as causas de suas
dificuldades.
• Deixar de crer que somente as provas com perguntas de respostas fechadas são
objetivas.
• Romper com a idéia de que as provas indicam os alunos que fracassam e os que têm
êxito na aprendizagem e refletir se, em muitos casos, não serão os próprios
procedimentos de avaliação os responsáveis pelo fracasso dos alunos.
• Pensar que os próprios alunos podem ser capazes de reconhecer seus êxitos e
dificuldades e deixar de crer que a avaliação é somente de responsabilidade do
professor.
• Acreditar que todos os alunos, ou a maioria deles, são capazes de realizar
aprendizagens significativas e mudar a idéia de que em toda classe sempre há
percentuais de alunos fortes, fracos e médios.

Referências Bibliográficas:
BRASIL. Ministério da Educação. Proposta para a educação de jovens e
adultos: primeiro segmento do ensino fundamental: 1ª a 4ª série: introdução.
Brasília: MEC/Secretaria de Educação Fundamental, 2002.
BRASIL. Ministério da Educação. Proposta para a educação de jovens e
adultos: segundo segmento do ensino fundamental: 5ª a 8ª série: introdução.
Brasília: MEC/Secretaria de Educação Fundamental, 2002.
BRASIL. Ministério da Educação. Parecer CNE/CEB 11/2000, de 10 de maio de
2000. Diretrizes curriculares nacionais para educação de jovens e adultos. Brasília:
MEC, 2000.

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28723554.doc 34
ENSINO FUNDAMENTAL – EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

ENSINO FUNDAMENTAL - EJA


COMPETÊNCIAS
  
LINGUAGENS SOCIEDADE e NATUREZA
MATEMÁTICA
(L Port / L Est / Arte) (Hist / Geo / Ciên / Info)

  
OBJETIVOS OBJETIVOS OBJETIVOS
ESPECÍFICOS ESPECÍFICOS ESPECÍFICOS
DE CADA ÁREA DE CADA ÁREA DE CADA ÁREA
  
CONTEÚDOS CONTEÚDOS CONTEÚDOS
Conceituais Procedimentais Atitudinais Conceituais Procedimentais Atitudinais Conceituais Procedimentais Atitudinais

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

  
AVALIAÇÃO PROCESSUAL

REGISTRO
PORTFOLIO ( Alfabetização / Ciclo I)
SÍNTESE DO ALUNO
AUTO-AVALIAÇÃO
AVALIAÇÕES BIMESTRAIS

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA INSTITUCIONAL / SEDUC
(início do semestre)
AVALIAÇÃO REDE
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA INSTITUCIONAL / SEDUC
(término do semestre)

NOTA EXPLICATIVA:
Construção Docente (por termos / por ciclos)
• Considerando-se o docente como construtor articulador do processo educativo, ele
deverá elaborar, com auxílio/orientação das equipes formadoras, os conteúdos
conceituais, procedimentais e atitudinais por termos e por ciclos, bem como, propor
orientações didáticas que venham enriquecer a práxis.

28723554.doc 35