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Proteۥo contra sobrecorrente

e dimensionamento de condutores
Proteção contra sobrecorrentes e
dimensionamento dos condutores

1 Norma técnica...................................................................................................................03
1.1 ABNT..................................................................................................................................................03
1.2 Avaliação da conformidade.....................................................................................................................03

2 Legislação.........................................................................................................................03
2.1 Normas Regulamentadoras (NR) SSMT/MTb..............................................................................................................03
2.2 Resolução nº 456/00 - ANEEL/MME........................................................................................................................03
2.3 Lei Federal nº 8078/90 - Código de Defesa do Consumidor (CDC).......................................................03
2.4 Lei Municipal nº 11228 de 25/06/92 (Código de obras - SP)......................................................................03

3 Proteção contra sobrecorrentes.....................................................................................04


3.1 Corrente nominal.....................................................................................................................................04
3.2 Sobrecarga.........................................................................................................................................04
3.3 Curto-circuito...........................................................................................................................................04
3.4 Coordenação......................................................................................................................................04
3.5 Seletividade........................................................................................................................................04

4 Definições.........................................................................................................................04
4.1 Sobrecorrente.....................................................................................................................................04
4.2 Corrente de sobrecarga..........................................................................................................................04
4.3 Corrente de curto-circuito........................................................................................................................04
4.4 Corrente de projeto.................................................................................................................................04

5 Exemplos..........................................................................................................................04
5.1 Corrente de projeto.................................................................................................................................04
5.2 Corrente de sobrecarga..........................................................................................................................04
5.3 Corrente de curto-circuito........................................................................................................................04

6 Condutores.......................................................................................................................05
6.1 Terminologia.......................................................................................................................................05
6.2 Capacidade de condução de corrente (Iz)................................................................................................05
6.3 Máximas temperaturas admissíveis (ºC). .................................................................................................05
6.4 Temperatura no condutor em função da corrente.......................................................................................06
6.5 Critérios para dimensionamento de condutores..........................................................................................06

7 Disjuntor............................................................................................................................08
7.1 Um sistema mecânico para abrir/fechar o circuito em corrente nominal................................................08
7.2 Um bimetálico para proteger contra as sobrecargas...............................................................................08
7.3 Uma bobina para atuar os curtos-circuitos.............................................................................................08

8 Características técnicas-disjuntor..................................................................................08
8.1 Corrente nominal (In)..............................................................................................................................08
8.2 Corrente convencional de não atuação (Int).............................................................................................08
8.3 Corrente convencional de atuação.........................................................................................................08
8.4 Tempo convencional...............................................................................................................................08
8.5 Temperatura de calibração.....................................................................................................................08
8.6 Curvas de disparo...................................................................................................................................09
8.7 Tensão nominal (Ue)...............................................................................................................................09
8.8 Capacidade de interrupção (Icn).............................................................................................................09
8.9 Normas técnicas.....................................................................................................................................09

9 Especificação...................................................................................................................09
10 Dimensionamento............................................................................................................09
11 Proteção / Coordenação..................................................................................................09
11.1 Sobrecarga............................. ...........................................................................................09
11.2 Curto-circuito..........................................................................................................................09

12 Seletividade......................................................................................................................10
1 Norma técnica Art. 10 - O fornecedor não poderá colocar no mercado de
consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber
apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde
1.1 ABNT - Associação Brasileira de Normas
ou segurança.
Técnicas
Art. 14 - O fornecedor de serviços responde,
"Forum Nacional de Normalização" independentemente da existência de culpa, pela reparação
dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à
prestação dos serviços, bem como por informações
ABNT insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.

COMITÊS CB - 3 (COBEI) Art. 26 - O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de


fácil constatação caduca em:
SUB-COMITÊS SC - 004 I - 30 dias (não duráveis)
II - 90 dias (duráveis)
COMISSÕES CE - 64
DE ESTUDOS
3º - Trantando-se de vício oculto, o prazo decadencial
CONCESSIONÁRIAS IEC inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito.

BRASIL Art. 27 - Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação


CB-3 pelos danos causados por fato do produto ou do serviço,
iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do
dano e de sua autoria.
Normas Fixam condições mínimas de
Art. 7- Parágrafo Único - Tendo mais de um autor a ofensa,
segurança / conforto todos responderão solidariamente pela reparação dos danos
previstos nas normas de consumo.
1.2 Avaliação da conformidade

2.4 Lei Municipal Nº 11228 de 25/06/92


2 Legislação (código de Obras - SP)

2.1 Normas Regulamentadoras (NR) SSMT / MTb 2.4.1 É obrigatória a assistência de profissional habilitado na
elaboração de projetos, na execução, na implantação de
obras...
"NR-10 em 10.1.2: Nas instalações e serviços em eletricidade,
devem ser observadas no projeto,execução, operação,
2.4.2.2 Para os efeitos desta lei, será considerado dirigente
manutenção,reforma e ampliação, as normastécnicas
técnico da obra, o profissional responsável pela direção
estabelecidas pelos órgãos oficiais competentes e, na falta
técnica das obras,... respondendo por sua correta execução e
destas, as normas internacionais vigentes".
adequado emprego de materiais, conforme projeto aprovado
na "PMSP'e observância das "Normas Técnicas Oficiais"

2.2 Resolução nº 456/00 - ANEEL / MME 9. Componentes...Os componentes das edificações deverão
atender as especificações constantes das "Normas Técnicas
"Art. 3º - I a) Efetivado o pedido de fornecimento à Oficiais".
concessionária, este cientificará o interessado quanto à
obrigatoriedade de observância, nas instalações elétricas da 9.1.1 O desempenho obtido pelo emprego de componentes...
unidade consumidora, das normas da Associação Brasileira de será de inteira responsabilidade do profissional que os tenha
Normas Técnicas - ABNT e das normas e padrões da especificado ou adotado.
concessionária, postos à disposição do interessado".

2.3 Lei Federal nº 8078/90 - Código de Defesa do


consumidor (CDC)

"Art.39 - VIII : É vedado ao fornecedor de produtos ou


serviços, colocar, no mercado de consumo, qualquer produto
ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos
órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não
existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou
outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de
Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial -
COMMETRO."
3 Proteção contra sobrecorrentes 4.3 Corrente de curto-circuito

3.1 Corrente nominal É uma sobrecorrente que resulta de uma falta,de impedância
insignificante, entre condutores vivos que apresentam uma
diferança de potencial em funcionamento normal.
Habitualmente, é uma corrente com valor muitas vezes acima
do valor nominal.

3.2 Sobrecarga
4.4 Corrente de projeto
3.3 Curto-circuito
É a corrente máxima prevista em um circuito,nas condições
3.4 Coordenação
normais de funcionamento. É a corrente utilizada para a
maioria dos cálculos (queda de tensão, dispositivo de
3.5 Seletividade proteção, condutores,...)

4 Definições
5 Exemplos:
4.1 Sobrecorrente
5.1 Corrente de projeto
É uma corrente cujo valor excede o valor nominal. As
correntes podem ser devido a uma sobrecarga ou a um curto-
Ferro de passar:
circuito.
P= 1.500 W - Cos Φ= 1,0
IB= 1.500 / 127 = 11,8 A
4.2 Corrente de sobrecarga

É uma sobrecorrente, sem que haja falta elétrica.


Habitualmente, é uma corrente com valor algumas vezes
acima do valor nominal.

/
5.2 Corrente de sobrecarga 6 Condutores

Ferro de passar 6.1 Terminologia


P = 1.500 W- CosΦ=1

Maq secar roupar


P = 2.000 W - CosΦ= 1

Corrente de sobrecarga:
Isc = (2.000 + 1.500) / 127 = 27,5 A

cobertura

Condutor

Fio

Cabo

Encordoamento

Isolação

Cobertura

6.2 Capacidade de condução de corrente (Iz):


5.3 Corrente de curto-circuito

É a corrente máxima que pode ser conduzida continuamente


Icc = depende da fonte, dos condutores... por um condutor, em condições especificadas, sem que a sua
temperatura em regime permanente ultrapasse um valor
especificado.

6.3 Máximas temperaturas admissíveis (ºC)

Isolação Regime Sobrecarga Curto-circuito


θz θs θk
PVC 70 100 160

EPR 90 130 250

XLPE 90 130 250


6.4 Temperatura no condutor em função da corrente

Dimensionamento econômico
6.5 Critérios para dimensionamento de
condutores

n seção mínima,
n capacidade de condução de corrente (ou segurança
térmica),
n máxima queda de tensão,
n sobrecarga,
n curto-circuito,
n contatos indiretos,
n dimensionamento econômico.
Tabela 31 - Capacidade de condução de corrente, em ampères, métodos de referência A1, A2, B1, B2, C e D
Seções - condutores, cabos unipolares e multipolares - cobre e alumínio, isolação de pvc; temperatura de 70 º C no condutor,
- temperatura = 30 º C (ambiente); 20º C (solo) (NBR 5410/97)
nominais A1 A2 B1 B2 C D
2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3
mm2 condutores condutores condutores condutores condutores condutores condutorres condutores condutores condutores condutores condutores
carregados carregados carregados carregados carregados carregados carregados carregados carregados carregados carregados carregados
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) (10) (11) (12) (13)
cobre
0,5 7 7 7 7 9 8 9 8 10 9 12 10
0,75 9 9 9 9 11 10 11 10 13 11 15 12
1 11 10 11 10 14 12 13 12 15 14 18 15
1,5 14,5 13,5 14 13 17,5 15,5 16,5 15 19,5 17,5 22 18
2,5 19,5 18 18,5 17,5 24 21 23 20 27 24 29 24
4 26 24 25 23 32 28 30 27 36 32 38 31
6 34 31 32 29 41 36 38 34 46 41 47 39
10 46 47 43 39 57 50 52 46 63 57 63 52
16 61 56 57 52 76 68 69 62 85 76 81 67
25 80 73 75 68 101 89 90 80 112 96 104 86
35 99 89 92 83 125 110 111 99 138 119 125 103
50 119 108 110 99 181 134 133 118 168 144 148 122
70 151 136 139 125 192 171 168 149 213 184 183 151
95 182 164 167 150 232 207 201 179 258 223 216 179
120 210 188 192 172 269 239 232 206 299 259 246 203
150 240 216 219 196 309 275 265 236 344 299 278 230
185 273 245 248 223 353 314 300 268 392 341 312 358
240 321 286 291 261 415 370 351 313 461 403 361 297
300 367 328 334 298 477 426 401 358 530 464 408 336
400 438 390 398 355 571 510 477 425 634 557 478 394
500 502 447 456 406 656 587 545 486 729 642 540 445
630 578 514 526 467 758 678 626 559 843 743 614 506
800 669 593 609 540 881 788 723 645 978 865 700 577
1000 767 679 698 618 1012 906 827 738 1125 996 792 652
Alumínio
16 48 43 44 41 60 53 54 48 66 59 62 52
25 63 57 58 53 79 70 71 62 83 73 80 66
35 77 70 71 65 97 86 86 77 103 90 96 80
50 93 84 86 78 118 104 104 92 125 110 113 94
70 118 107 108 98 150 133 131 116 160 140 140 117
95 142 129 130 118 181 161 157 139 195 170 166 138
120 164 149 150 135 210 186 181 160 226 197 189 157
150 189 170 172 155 241 214 206 183 261 227 213 178
185 215 194 195 176 275 245 234 208 289 259 240 200
240 252 227 229 207 324 288 274 243 352 305 277 230
300 289 261 263 237 372 331 313 278 406 351 313 260
400 345 311 314 283 446 397 372 331 488 422 366 305
500 396 356 360 324 512 456 425 378 563 486 414 345
630 456 410 416 373 592 527 488 435 653 562 471 391
800 529 475 482 432 687 612 563 502 761 654 537 446
1000 607 544 552 495 790 704 643 574 878 753 607 505
7 Disjuntor Obs.: O disjuntor termomagnético internamente
( C60 Merlin Gerin )
7.1 Um sistema mecânico para abrir / fechar o
circuito em corrente nominal

Obs.: Um arco se cria cada vez que se abre ou se fecha um borne


circuito em carga.
biometálico

cordoalha

contato móvel

câmara
interrupção
do arco

disparo
magnético
borne

7.2 Um bimetálico para proteger contra as 8 Características técnicas - disjuntor


sobrecargas
8.1 Corrente nominal (In):
O aumento da intensidade da corrente provoca o aquecimento
e a deformação do Bimetálico, o qual por sua vez aciona o Valor eficaz da corrente de regime contínuo que o disjuntor
disparo do mecanismo de abertura dos contatos. deve conduzir indefinidamente, sem elevação de temperatura
7.3 Uma bobina para atuar contra os acima dos valores especificados.

8.2 Corrente convencional de não atuação (Int):

Valor especificado de corrente que pode ser suportado pelo


disjuntor durante um tempo especificado(tempo convencional).

8.3 Corrente convencional de atuação (It)(I2):

Valor especificado de corrente que provoca a atuação do


disjuntor dentro de um tempo especificado. (tempo
convencional)

8.4 Tempo convencional:

curtos-circuitos
In ≤ 63A tc =1h
In > 63A tc =2h
A variação brusca da corrente de curto-circuito cria um campo
magnético na bobina. A abertura dos contatos se faz segundo
o princípio do solenóide. 8.5 Temperatura de calibração:

Temperatura na qual o disparador térmico é calibrado.


Usualmente são utilizadas as temperaturas de 20ºC, 30ºC ou
40ºC.
8.8 Capacidade de interrupção (Icn):

Valor máximo de corrente que o disjuntor é capaz de


interromper,sob determinadas tensão e condições de
emprego. Esse valor deverá ser igual ou superior à corrente
presumida de curto-circuito no ponto de instalação do
disjuntor.

8.9 Normas técnicas:

NBR 5361
NBR IEC 60898
NBR IEC 60947-2

9 Especificação:

- Tensão nominal (Ue)


8.6 Curvas de Disparo
- Corrente nominal (In)
- Capacidade de interrupção (Icn)
B: 3 a 5 x In - Curva de disparo
C: 5 a 10 x In - Número de pólos
D: 10 a 50 x In - Norma técnica

10 Dimensionamento:

- Corrente de projeto (I B)
- Corrente presumida de curto-circuito
-Tipo de condutor
- Maneira de instalar
- Agrupamentos de circuitos
- Temperatura ambiente
- Temperatura de calibração
- Características da carga
- Proteção contra contatos indiretos

11 Proteção/ Coordenação
Notas :
11.1 Sobrecarga
1-Observar que as curvas de disparo B,C e D IB ≤ In ≤ Iz
correspondem à característica de atuação do I2 ≤ 1,45Iz (ou I2 ≤ Iz)
disparador magnético, enquanto a do disparador
térmico permanece a mesma.
11.2 Curto Circuito
2-Existem ainda as curvas Z,K,MA I² t ≤ K² S² (p/ t≤ 5s)

8.7 Tensão nominal (Ue): I2t

Valor eficaz da tensão pelo qual o disjuntor é designado e no


qual são referidos outros valores nominais. Esse valor deve
ser igual ou superior ao valor máximo de tensão do sistema
(circuito) no qual o disjuntor será instalado.

I
12 Seletividade