You are on page 1of 4

PALESTRAS

Nutrição mineral de plantas:


a contribuição brasileira
B
uscando na história da Nutrição ves no banco de currículos do CNPq Nos últimos quinze anos foram produzidas
Mineral de Plantas (NMP) vemos, (www.cnpq.br) Plataforma Lattes buscan- sessenta teses contemplando tolerância ao Al,
já no período de 384 a 322 AC, do a produtividade, ou seja quantos arti- trinta e oito sobre diagnose foliar, das quais
Aristóteles identificando quatro elementos gos científicos estão relacionados na área dezessete utilizando o Sistema Integrado de
como essenciais ao desenvolvimento das e nos diversos temas dentro do contexto da Diagnose e Recomendação – DRIS,
plantas: terra, água, ar e fogo. Depois de NMP. Esses dados são apresentados no Diagnosis and Recommendation Integrated
um longo período, na Idade Média surgi- quadro 1. System – uma tecnologia cujo uso apesar de
ram avanços consideráveis na teoria da nu- recente é crescente no país.
A primeira observação que se tem sobre
trição vegetal. Von Helmont (1577-1644)
os artigos publicados pelos pesquisadores é Os estudos com absorção de nutrien-
postulava que apenas elementos da água
de concentração em alguns segmentos pri- tes pelas plantas foram desenvolvidos prin-
eram necessários e Woodward (1665-1728)
vilegiando o desenvolvimento tecnológico da cipalmente com a finalidade de identificar
acreditava nos elementos terrestres (sóli-
nutrição e adubação de plantas cultivadas e a necessidade de nutrientes para o cresci-
dos dissolvidos na água).
pouco investimento no desenvolvimento ci- mento de plantas e a quantidade exportada
Os grandes avanços no conhecimento entífico básico. Destaca-se pelo número de pela colheita. Merecem destaque os traba-
da NMP aconteceram com Saussure (1804) publicações o desenvolvimento sustentado, lhos desenvolvidos pelo Prof. Henrique
demonstrando a seletividade por sais e salinidade, tolerância a alumínio e absorção Paulo Haag em hortaliças, flores e frutífe-
Sprengel (1787-1859), o precursor da lei de nutrientes, neste caso não a parte básica, ras envolvendo grande número de estudan-
do mínimo. Boussingault (1802-1887) pra- mas principalmente a quantificação de de- tes e colaboradores. A determinação da
ticamente definiu a série de nutrientes es- manda nutricional das diversas plantas culti- quantidade de nutrientes exportada pela
senciais: C, H, O, mais minerais do solo e vadas em apoio ao aperfeiçoamento das re- colheita também foi objeto de trabalho de
nitrogênio da fixação de N2. Liebig (1840) comendações de adubação. inúmeros pesquisadores conforme pode ser
estabeleceu a teoria dos nutrientes mine- observado na revisão publicada por
Também na consulta a Plataforma Lattes,
rais, praticamente colocando um fim na Malavolta (1992) nos Anais da XX Reu-
foi possível identificar onde estão esses pes-
teoria humista proposta por Aristóteles, que nião Brasileira de Fertilidade do Solo e
quisadores e como eles estão estruturados em
ensinava que as plantas alimentavam-se do Nutrição de Plantas. Fazem parte das cita-
grupos de pesquisa. Foi possível identificar
húmus e que, após a morte a ele retorna- ções desse trabalho autores como
a formação de quarenta e um grupos de pes-
vam. Em 1860, Sachs e Knop desenvolve- Malavolta, Dafert, Catani, Costa, Garcia,
quisa em NMP no país. Entre eles, trinta e
ram a tecnologia de crescimento de plan- Orlando Filho, Mello, Haag, Bataglia,
seis estão organizados dentro de Escolas de
tas em solução nutritiva. Belote, Verner, Minami, Lorenzi,
Agronomia, e cinco distribuídos em Enge-
Baumgartner, Dantas, Dechen, Rosolem,
Como se observa, todo esse conheci- nharia Agrícola, Zootecnia, Botânica e Bio-
Gargantini, Furlani, Poggiani, Correa, Bra-
mento sobre a NMP já era de domínio pú- química. Essa distribuição parece de certa
sil Sobrinho, Andrade, trabalhando com di-
blico quando algumas das Instituições de forma justificar essa preferência dos pesqui-
versas plantas cultivadas. Certamente uma
Ensino e Pesquisa foram criadas no Brasil. sadores pelos temas mais aplicados da nutri-
relação completa de autores nesse tema será
Apenas para citar algumas, a Universida- ção mineral.
muito mais abrangente.
de Federal da Bahia, em Cruz das Almas,
Outro banco de informações bem estru-
foi criada em 1877, o Instituto Agronômi- Esses dados produzidos pela literatura
turado no qual buscou-se apoio, é o Banco
co, em Campinas, em 1887 e a Escola brasileira foram essenciais para o estabe-
de Teses da CAPES (www.capes.gov.br).
Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, lecimento de tabelas de recomendação de
em Piracicaba, fundada em 1901, estão adubação como as do Boletim 100 do IAC
entre as instituições mais antigas no país. (Raij et al, 1997). A título de exemplo são
A maioria das instituições, entretanto, fo- apresentadas as tabelas de remoção de nu-
ram criadas no século XX, quando a base trientes pela colheita de hortaliças e frutas
da NMP já estava bem estabelecida. (Quadros 2 e 3)
Conhecendo esses fatos é natural ques- Por esses dados verifica-se que algu-
tionar o que estão fazendo os pesquisado- mas plantas têm altas concentrações de nu-
res brasileiros em apoio ao desenvolvimen- trientes em seus frutos, macadâmia por
to da NMP. Qual é a sua contribuição? exemplo, enquanto outras, a maioria, têm
baixa exportação de nutrientes por unida-
Entre as várias possibilidades para conhe-
de de produção mas, em compensação, com
cer a produção desses pesquisadores fomos
as elevadas produtividades acabam expor-
primeiro buscar informações dos que ain-
tando consideráveis quantidades de nutri-
da estão em atividade para em seguida
entes (tomate, por exemplo).
rastrear seus antecessores. Hoje, com apoio
da informação virtual ficou mais fácil. Um Um tema bastante explorado pelos pes-
grande avanço vem acontecendo com a or- quisadores brasileiros é o da eficiência de
ganização da Plataforma Lattes do CNPq. absorção e uso de nutrientes pelas plantas.
Fizemos uma consulta usando palavras cha- Diversos grupos de pesquisa conseguiram

40 O Agronômico, Campinas, 55(1), 2003


transferir uma sólida base de apoio aos pro-
gramas de melhoramento vegetal de modo
que o conhecimento desenvolvido pela
NMP está sendo incorporado às novas va-
riedades de soja, milho, trigo, arroz, feijão
e outras. Dentre esses grupos, merecem
destaque os trabalhos desenvolvidos por
Furlani, Furlani, Camargo, Fageria, Sphear,
Inoue, Carvalho, Magnavaca, Freire, Lopes
e tantos outros.
A base conceitual dos estudos sobre a
eficiência do uso de nutrientes pelas plan-
tas foi bastante difundida nos trabalhos de
Balligar e Fageria. O conceito exposto nas Figura 2. Método dos quadrantes para
figuras 1 e 2 mostram as diferentes possi- classificação de genótipos sob condições
bilidades de comportamento de variedades normais e de estresse a P: IR = ineficiente e
de plantas quanto à eficiência de uso de nu- responsivo; INR ineficiente e não responsivo;
trientes. Qualquer variedade de uma de- ER = eficiente e responsivo; ENR = eficiente
terminada espécie terá obrigatoriamente e não responsivo (Baligar & Fageria, 1997,
comportamento que se enquadra em uma citados por Dechen et al., 1999)
das quatro categorias: ineficiente não Lopes, Martinez, Furlani, Camargo,
responsiva, ineficiente responsiva, eficiente Carmello.
não responsiva e eficiente responsiva.
Um dos sucessos da agricultura brasi-
Nas figuras 3 e 4 são mostrados alguns leira deve-se também ao excelente traba-
exemplos de resultados publicados por pes- lho na questão do diagnóstico para avaliar
quisadores brasileiros relativos a esse tema. a fertilidade do solo ou o estado nutricio-
Felizmente são diversos grupos de pesqui- nal das plantas. Muitos grupos de pesqui-
sa envolvidos nas Universidades, Institui- sa desenvolvem o tema.
ções de Pesquisa Estaduais e em Centros
da Embrapa que tratam de pesquisa em mi- A diagnose foliar no Brasil teve um im-
lho e sorgo, arroz, feijão, soja, trigo e ou- portante precursor que foi a instalação em
tros cereais. Matão (SP), com apoio da Fundação
Rockfeller, do laboratório do IRI – IBEC
Outro grupo de pesquisadores brasilei- Research Institute, com a participação de
ros desenvolve métodos de seleção de plan- grandes pesquisadores como Lott, Mclung,
tas tolerantes a alumínio tóxico do solo com Medcalf entre outros. Em seguida foi ins-
muito sucesso e o conhecimento derivado talado no IAC o Laboratório de Análise
dessa pesquisa já vem sendo incorporado foliar onde se sobressaiu o trabalho de
nos diversos programas de melhoramento, Gallo, Hiroce, Bataglia, Coelho, Moraes,
principalmente de cereais, em todo o país. Franco, Furlani, Quaggio e outros. Desta-
Desde 1987, sessenta teses estão cadastra- que-se como grande estímulo ao tema, a
das no banco da CAPES. Alguns pesqui- promoção do Curso Internacional de
sadores envolvidos: Monteiro, Oliveira, Diagnose Foliar patrocinado pelo IICA e
Carvalho, Usberti, Bohnen, Federizzi, coordenado por Malavolta em 1964. De
Cambraia Jr, Paiva, Rossiello, Dechen, 1987 a 2003, trinta e oito teses foram en-

Figura 1. Classes de respostas de plantas a


níveis de nutrientes no solo (Baligar & Figura 3. Comportamento de variedades de trigo em relação à eficiência
Fageria, 1997, citados por Dechen et al., 1999) de uso de nitrogênio (Freitas et al., 1995)

O Agronômico, Campinas, 55(1), 2003 41


Figura 4. Eficiência de variedades de soja no uso de fósforo (Furlani et al., 2002) Figura 5. Resultado de análise foliar de uma amostra de café

contradas no banco da CAPES, das quais problemas e intervir no programa de adu- A segunda palestra foi do professor
17 usando o método do DRIS em traba- bação. Cakmak sobre as demandas de alimentos e
lhos com a maioria das plantas cultivadas sua relação com a NMP. A demanda deve
O conhecimento disponível no Brasil
no país. Alguns pesquisadores envolvidos: dobrar em duas décadas. O uso de fertili-
tem permitido aos pesquisadores identifi-
Carvalho, Malavolta, Alvarez, Monnerat, zantes será imprescindível, principalmen-
car uma série de anomalias e propor solu-
Bataglia, Rosolem, Nakagawa, Dechen, ções para melhorar o desempenho das plan- te em países tropicais onde os solos são po-
Bruckner, Büll, Muniz, Vitti, Kiehl, Olivei- ta cultivadas. bres, o manejo é impróprio, há falta de
ra, Boareto, Carmello, Mello, Viegas, genótipos adaptados e omissão com rela-
Sarruge e outros. Deficiências de micronutrientes, boro ção à degradação dos ecosistemas. Atual-
principalmente, têm causado grandes estra- mente 60% dos solos cultivados têm limi-
Diversas publicações foram editadas gos na nossa agricultura. Em manga (Qua- tações nutricionais ou apresentam toxici-
no país com recomendações de amos- dro 4), observa-se tanto o comportamento dade e 50% da população sofre deficiên-
tragem, critérios e valores para interpreta- diferencial de variedades como a grande cias nutricionais de micronutrientes.
ção dos resultados e orientações gerais para resposta na produtividade de variedades
uso da diagnose foliar. Os procedimentos pouco eficientes com aumento de até 13 Essas palestras mostraram que o esque-
mais usuais são aqueles que usam as fai- vezes na produtividade em função da cor- ma tradicional de se tratar a NMP como a
xas de suficiência para comparar os resul- reção da deficiência. ciência encarregada apenas de avaliar a ne-
tados da amostra com valores calibrados cessidade de nutrientes das plantas (figura
pela pesquisa. Outra forma de se avaliar a contribui- 7) está superada.
ção brasileira para a NMP é acompanhar a
Recentemente algumas plantas foram participação dos pesquisadores em con- As pesquisas moderna e futura exigem
estudadas e vislumbra-se um futuro muito gressos internacionais. Foi feita uma aná- uma nova postura dos pesquisadores, um
promissor para uso técnica do DRIS, que lise dessa participação no último Colóquio refinamento pela sociedade levando a um
possibilita ordenar os nutrientes de acordo Internacional de Nutrição de Plantas em novo entendimento sobre a eficiência do
com o seu grau de limitação e também cal- Hannover no ano de 2001. Pode-se obser- uso de nutrientes, dos processos solo-planta
cular o balanço nutricional para a planta var no quadro 5 em quais simpósios houve para evitar excessos e desperdícios de nu-
analisada. Na figura 5, por exemplo, é participação de pesquisas brasileiras. trientes nos ricos países de clima tempera-
mostrado o resultado de análise foliar de do e melhoraria do aproveitamento dos
uma amostra de café. Os teores de nutri- Mais uma vez verifica-se sobretudo a solos pobres dos trópicos.
participação nula da pesquisa brasileira em
entes foram transformados em índices temas básicos da NMP. Em temas aplica-
DRIS. Pode-se observar, de acordo com a O conhecimento básico precisa ser am-
dos houve uma participação razoável (3 %) pliado principalmente para se ter uma per-
teoria do potencial de resposta (Wadt, do total dos trabalhos, mas de qualquer for-
1996), que cobre, enxofre e manganês es- feita integração entre nutrição-genética-
ma, uma participação preocupante, pela dis-
tão na zona de alta probabilidade de res- tância que está ficando a pesquisa brasilei-
posta, enquanto, cálcio, boro e magnésio ra em relação ao desenvolvimento teórico
têm probabilidade de resposta baixa ou internacional.
negativa.
Nesse mesmo encontro internacional,
A grande vantagem da diagnose foliar duas palestras chamaram muito a atenção
acontece quando é feita seqüencialmente para o futuro da NMP. A primeira, do pro-
durante um longo período de tempo. Isso fessor Noordwijck, mostrando que a sus-
permite um monitoramento do estado nu- tentabilidade dos agroecosistemas depen-
tricional das plantas no espaço e no tempo. de da habilidade do agricultor em manter a
Na figura 6 é mostrado o estado nutri-cional produtividade do solo, evitar danos aos vi-
para talhões de café de uma fazenda, para zinhos na forma de fluxos laterais de nutri-
os nutrientes Ca e Mg. Fica muito fácil entes e pesticidas, manter os clientes feli-
acompanhar a evolução e as falhas do pro- zes fornecendo a eles alimentos seguros e Figura 6. Monitoramento nutricional
grama de adubação usado no local e tomar lidar com os burocratas que tentam con- da nutrição com Mg e Ca em talhões
decisões mais acertadas para correção dos trolar sua atividade. de uma fazenda de café

42 O Agronômico, Campinas, 55(1), 2003


euforia como um alerta da distância que os
pesquisadores estão ficando do primeiro
mundo. Até aqui de certa forma demos con-
ta do recado, mas e o futuro? Vamos pagar
royalties ou investir nos nossos talentos?
Meus cumprimentos e sinceros agra-
decimentos ao Professor Dechen e aos de-
mais colegas da ESALQ pelo convite e
oportunidade de participar desse encontro.
Referências bibliográficas
BALIGAR, V.C.; FAGERIA, N.K. Plant nutrient
efficiency: towards the second paradigm. In:
SIQUEIRA, J.O.; MOREIRA, F.M.S.; LOPES,
A.S.; GUILHERME, L.R.G.; FAQUIN, V.;
FURTINI NETO, A.E.; CARVALHO, J.G., eds.
Inter-relação fertilidade, biologia do solo e nu-
trição de plantas. Viçosa, SBCS; Lavras,
UFLA/DCS, 1999. p. 183-204.
DECHEN, A.R.; FURLANI, A.M.C.; FURLANI,
P.R. Tolerância e adaptação de plantas aos
estresses nutricionais. In: SIQUEIRA, J.O.;
MOREIRA, F.M.S.; LOPES, A.S.; GUILHER-
ME, L.R.G.; FAQUIN, V.; FURTINI NETO,
A.E.; CARVALHO, J.G., eds. Inter-relação fer-
tilidade, biologia do solo e nutrição de plantas.
Viçosa, SBCS; Lavras, UFLA/DCS, 1999. p.
337-361.
FREITAS, J.G., CAMARGO, C.E.O;.
FERREIRA FILHO, A.W.P. , CASTRO, J.L.
Eficiência de genótipos de trigo ao nitrogênio.
Revista Brasileira de Ciência do Solo, Campi-
nas, . Solo, 19: 229-234, 1995.
FURLANI, A.M.C., FURLANI, P.R.; TANAKA,
R.T.; MASCARENHAS, H.A.A; DELGADO,
M.D.P. Variability in soybean germoplasm for
phosphorus uptake and use efficiency. Scientia
Agricola, Piracicaba, 59(3): 529-536, jul/set/
2002.
MALAVOLTA, E. Nutrição de plantas, fertilida-
de do solo e adubos e adubação no Brasil – pas-
sado, presente e perspectivas. In: Anais da XX
Reunião Brasileira de Fertilidade do Solo e
Nutrição de Plantas. Piracicaba, SBCS, 1992.
p.1-40.
RAIJ, B.VAN; CANTARELLA, H.; QUAGGIO,
J.A.; FURLANI, A.M.C. Recomendações de
adubação e calagem para o Estado de São Pau-
lo. 2 ed. rev. e atual. Campinas, Instituto Agro-
nômico, 1997. 285 p.
RIBEIRO, A.C.; GUIMARÃES, P.T.G.;
ALVAREZ, V. V.H. Recomendações para o uso
de corretivos e fertilizantes em Minas Gerais -
biologia molecular, nutrição mineral e qua- 5ª Aproximação. Viçosa, Comissão de Fertili-
lidade do produto, nutrição e desenvolvi- dade do Solo do Estado de Minas Gerais, 1999.
mento sustentado. 359 p.
WADT, P.G.S. Os métodos da chance matemáti-
Nesta data, quando por essa feliz ini- ca e do sistema integrado de diagnose e reco-
ciativa da ESALQ em comemorar os 200 mendação (DRIS) na avaliação nutricional de
anos do nascimento de Liebig, precisamos plantios de eucalipto. Universidade Federal de
reverenciar esse grande cientista, por mui- Viçosa, 1996, 123 p. (Tese de Doutorado)
tos chamado de pai da NMP. Precisamos
também ao mesmo tempo reconhecer o
papel do pesquisador brasileiro que, ape- Ondino C. Bataglia
sar de nem sempre ter as condições de tra- IAC – Centro de Solos
balho necessárias, tem feito sua parte e ga- fone: (19) 3231-5422 ramal 180
rantido a solução dos problemas nutri- endereço eletrônico: ondino@iac.sp.gov.br
cionais da nossa agricultura, hoje cantada Palestra proferida em 19 de maio de 2003 na
pelo mundo como uma das mais competi- Escola Superior de Agricultura “Luiz de
Figura 7. Representação esquemática da tivas e promissoras para a segurança ali- Queiroz”, em Piracicaba, no Simpósio come-
demanda de nutrientes pelas plantas e mentar do país e do mundo. Devemos usar morativo aos 200 anos do nascimento de
suprimento pelo solo e por adubos também esse momento de comemoração e Justus von Liebig

O Agronômico, Campinas, 55(1), 2003 43