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O dia do SENHOR – a mudança de sábado para domingo

Já no séc. II, o domingo era guardado em lugar do sábado pelos cristãos


de Alexandria. Esta apostasia local fora evidentemente derivada do
gnosticismo, um sistema teológico e filosófico que ali se estabelecera. Mas
não tardou em estender suas raízes a outras partes, de maneira que, no
século terceiro, já se guardavam, em diversos lugares, ambos os dias. O
domingo, porém, ia tomando ascendência sobre o sábado, até suplantá-
lo por completo.

Os pagãos do império romano guardavam o atual domingo, o primeiro dia


da semana, ao qual honravam como “Dies Solis” (dia do Sol). Esta prática
foi aceita pelo gnosticismo, passando daí para a igreja em Alexandria,
como acabamos de referir. E, no século quarto, grande parte da
cristandade já guardava o dia do Sol dos pagãos como sendo o dia do
SENHOR.

Constantino Magno, imperador pagão, via que a linha demarcatória entre


o cristianismo e o paganismo se desvanecia mais e mais. Via que, com
um pouco de esforço, podia ganhar o apoio não só dos seus súditos
pagãos, mas também dos cristãos. Todavia, para tanto era necessário que
os dois credos se aproximassem ainda mais. Pois a fusão entre o
cristianismo e o paganismo ainda não era completa. Havia muitos cristãos
fieis que ainda guardavam o verdadeiro dia de descanso do ALTÍSSIMO,
o sábado, que é o quarto mandamento da lei original de DEUS, e
rejeitavam, como fruto do paganismo, a observância do primeiro dia da
semana (domingo), o dia do Sol. Visando salvaguardar a suposta
santidade do primeiro dia da semana e favorecer a aproximação das duas
classes, Constantino, a 7 de março de 321 d.C., promulgou o seguinte
decreto:

“Que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os


mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante,
atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos, visto
acontecer amiúde que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do
grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo
favorável concedido pelo Céu”.

Esta lei foi acatada de bom grado pelos dirigentes da igreja em Roma,
pois, esforçando-se o maligno para atacar especialmente a sede do
cristianismo, já se vinha, ali, de há algum tempo, exaltando mais e mais
o primeiro dia da semana, e desprezando o sábado do SENHOR. “Em
quase todos os concílios, o sábado, que DEUS havia instituído, era
rebaixado um pouco mais, enquanto o domingo era em idêntica proporção
exaltado. Destarte a festividade pagã veio finalmente a ser honrada como
instituição divina, ao mesmo tempo em que se declarava ser o sábado
bíblico relíquia do judaísmo, amaldiçoando-se os seus observadores. ”

Foi este um dos expedientes de que a igreja, subserviente ao imperador


Constantino, lançou mão para conciliar o paganismo ao cristianismo. Em
313, o próprio Constantino, para obter maior apoio dos cristãos, se
converteu formalmente ao cristianismo, e os seus súditos pagãos não
tardaram em seguir lhe o exemplo. E assim o paganismo se introduziu na
igreja de CRISTO!

Mas ainda havia muitos cristãos fieis, que não se submetiam à apostasia
reinante. Guardavam o sábado e rejeitavam a observância do dia do Sol.
Diante disto, em 364 d.C., o Concílio de Laodicéia resolveu promulgar o
seguinte edito:

“Os cristãos não devem descansar no sábado, mas sim trabalhar neste
dia; porém, ao domingo honrar de maneira especial, como cristãos. Se,
entretanto, forem encontrados descansando no sábado, sejam então
excomungados (amaldiçoados) por CRISTO. ”

DEUS disse: “Lembra-te de santificar o dia de sábado” (Êxodo c.20 v.8).


Mas os homens disseram: “Não! Não façais isto! Guarda o domingo, o
primeiro dia da semana! ” Os protestantes herdaram a observância do
domingo inadvertidamente da igreja romana, e esta a herdou do
paganismo.

Mas, que disse CRISTO do valor da tradição substituindo os mandamentos


de DEUS? “Por que transgredis vós também o mandamento de DEUS pela
vossa tradição…? Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são
preceitos dos homens” (Mateus c.15 v.3 a 9). CRISTO disse que “nem um
jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido”. Reafirmando
o dever de cumprirmos, sem a menor omissão, todos os mandamentos da
lei, o Salvador acrescentou: “Qualquer, pois, que violar um destes mais
pequenos mandamentos, e assim ensinar aos homens, será chamado o
menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será
chamado grande no reino dos céus” (Mateus c.5 v.18-19).