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Farmacotécnica para Farmácia

Manipulação de
Fitoterápicos
Profa. Ma. Tarcyla de Andrade
Manipulação de Fitoterápicos

Introdução
“A utilização de plantas medicinais é tão antiga quanta a raça
humana, e a preparação de medicamentos fitoterápicos
sempre faz parte da prática farmacêutica.’’.

• Revolução Industrial
• Farmacopéia
• Renovação do interesse por fitoterápicos

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Manipulação de Fitoterápicos

O que são fitoterápicos?

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Manipulação de Fitoterápicos

FITOTERÁPICO

Produto obtido de matéria-prima ativa vegetal, exceto substâncias


isoladas, com finalidade profilática, curativa ou paliativa, incluindo
medicamento fitoterápico e produto tradicional fitoterápico,
podendo ser simples, quando o ativo é proveniente de uma única
espécie vegetal medicinal, ou composto, quando o ativo é
proveniente de mais de uma espécie vegetal;

RDC 26/2014, ANVISA


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Manipulação de Fitoterápicos

PLANTA MEDICINAL

“Espécie vegetal, cultivada ou não, utilizada com


propósitos terapêuticos.”
Pilocarpus microphyllus
“Jaborandi”

Das suas folhas são extraídas


a pilocarpina utilizada no
tratamento do glaucoma.

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DROGA VEGETAL
“Planta medicinal, ou suas partes, que contenham as
substâncias responsáveis pela ação terapêutica, após
processos de coleta/colheita, estabilização, quando
aplicável, e secagem, podendo estar na forma íntegra,
rasurada, triturada ou pulverizada”

PÓS (DROGA VEGETAL


PULVERIZADA)

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PRINCÍPIO ATIVO
“Substância, ou um grupo delas, quimicamente
caracterizadas, cuja ação farmacológica é conhecida e
responsável, total ou parcialmente, por efeitos
terapêuticos”
Ginkgo biloba
Planta: Pilocarpus Microphylus

P.A.s: Quercetina,
Princípio ativo: Pilocarpina

ginkgetina,
isoginkgetina e
derivados, kaempferol ,
ginkgolideos e
bilobalide .
(Jaborandi)

FITOCOMPLEXO

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MEDICAMENTO FITOTERÁPICO

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PREPARAÇÃO DOS EXTRATOS VEGETAIS

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PREPARAÇÃO DOS EXTRATOS VEGETAIS


Métodos de Extração

INFUSÃO TURBÓLISE

DECOCÇÃO MACERAÇÃO
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PREPARAÇÃO DOS EXTRATOS VEGETAIS


Métodos de Secagem

• Spray Dryer
• Rotaevaporação
• Liofilização

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PADRONIZAÇÃO DE EXTRATOS

• Relação droga-extrato
• Doseamento químico (marcador, uso de padrões
farmacopéicos);

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MANIPULAÇÃO DE FITOTERÁPICOS
Prescrição deve vir:

Nome científico (marcador, %) ------------ --x mg


Excipiente q.s.p.------------------------------- 1 cáp

Nome científico (marcador, %) ------------ -- y %


Xarope simples q.s.p.------------------------- 100 %

Médicos, cirurgiões-dentistas, veterinários, enfermeiros,


farmacêuticos, nutricionistas e fisioterapeutas.

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FORMAS FARMACÊUTICAS UTILIZADAS EM FITOTERAPIA


Convencionais:

-Sólidos: aplicação de extrato seco droga vegetal pulverizada

-Semissólidos: aplicação de extrato fluido

-Líquidos: aplicação de extrato fluido ou tinturas

Soluções Extrativas

- Extratos fluidos
- Tinturas
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FORMAS FARMACÊUTICAS UTILIZADAS EM FITOTERAPIA

TINTURAS

• É a preparação alcoólica ou hidroalcoólica resultante da


extração de drogas vegetais ou animais ou da diluição dos
respectivos extratos.

• A menos que indicado de maneira diferente na monografia


individual, 10 mL de tintura simples correspondem a 1 g de
droga seca.

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FORMAS FARMACÊUTICAS UTILIZADAS EM FITOTERAPIA

Extratos: “soluções extrativas alcoólicas e hidroalcoólicas


preparadas por um ou mais métodos listados no item anterior.

Diferem das tinturas, fundamentalmente, na concentração e na


intervenção do calor (evaporação do agente extrator para ajuste
da concentração)”;

Extratos Fluidos: obtidos por percolação, onde cada mL do


extrato representa 1g da droga vegetal que lhe deu origem.

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ADITIVAÇÃO DE TINTURAS E EXTRATOS


FLUIDOS EM XAROPES

• Podem formar precipitados – resinas e


componentes oleosos provenientes do
extrato fluido ou da tintura.
• Para minimizar – verter o xarope na
tintura ou extrato.
• Precipitados podem ser removidos por
filtração quando não tiverem interesse
medicinal.

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ADITIVAÇÃO DE FITOTERÁPICOS EM
PREPARAÇÕES SEMI-SÓLIDAS

Utilização de extratos aquosos ou


hidroglicólicos minimiza a interferência
da formulação.

CONSISTÊNCIA

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MANIPULAÇÃO DE CÁPSULAS - ASPECTOS CRÍTICOS

VEICULAÇÃO DE DROGAS VEGETAIS PULVERIZADAS

• Difícil enchimento: volumosos, apresentam baixa densidade


e pobre propriedade de fluxo.
• Variação de peso nas cápsulas
• Granulação de pós – solução alcoólica de povidona
• Efeito terapêutico – ingestão de mais de uma cápsula
• Desvantagem: menor biodisponibilidade, menor qualidade
microbiológica e falta de padronização

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MANIPULAÇÃO DE CÁPSULAS - ASPECTOS CRÍTICOS

VEICULAÇÃO DE EXTRATOS SECOS


• Tem vantagens sobre os pós das drogas vegetais: maior
biodisponibilidade, maior concentração e padronização
(ingestão de menor número de cápsulas

• Utilização de dióxido de
SÃO GERALMENTE silício coloidal (Aerosil)
HIGROSCÓPICOS • Revestimento com
biopolímeros (acetoftalato de
celulose)
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Manipulação de
Fitoterápicos
tarcylagomes@hotmail.com