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GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1

A VINCULAÇÃO ENTRE CLIMA E VEGETAÇÃO NO MEIO


AMBIENTE

Para começo de conversa


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1. A condição necessária na litosfera para a ocorrência da vida vegetal é a presença de
solos. Isto garantido, várias outras condições propiciam ou dificultam abrigar massas
volumosas de cobertura vegetal. Por exemplo, áreas mais planas tendem a reter mais
solos, produto da degradação das rochas somada ao material orgânico, do que áreas em
declividade, mais suscetíveis à erosão – e, por isso, comumente com solos mais rasos.
A condição do material rochoso de base também é outro elemento a ser considerado.
Em áreas cristalinas, a degradação das rochas é mais lenta e os solos mais tênues. Ao
contrário, em áreas de bacias sedimentares, essa degradação é acelerada, logo, os
solos são mais profundos, de um modo geral.
2. A presença da água é essencial para a vida em geral e, consequentemente para a vida
vegetal. As áreas mais úmidas da superfície terrestre têm potencial para o
desenvolvimento de grandes florestas, enquanto nas áreas secas a vida vegetal é
limitada e poucas plantas se adaptam a essas condições.
3. A vida vegetal manifesta-se na superfície terrestre, onde há um fino invólucro gasoso
que envolve a Terra: a atmosfera. Essa é uma condição indispensável para o
crescimento das plantas. Em locais de grande altitude, de atmosfera mais rarefeita, a
presença de plantas é menor, pois são poucas as que se adaptam a essas condições;
portanto, a vida vegetal é menos viçosa. Por outro lado, as condições climáticas são
de fundamental importância para a vida vegetal – em áreas muito frias e secas, a
vegetação pode até não existir.
4. A vida vegetal não é um fenômeno isolado, pois ela provém de domínios naturais
que combinam a litosfera, a hidrosfera e a atmosfera. Desse modo, a vida depende
das condições dessa combinação para proliferar com maior ou menor profusão.

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Páginas 4 - 5
1. A vida vegetal é um fenômeno complexo. É o resultado biológico de uma interação
complexa de um conjunto de fatores e condições vinculadas aos domínios naturais:
litosfera (os tipos de relevo e de solo); hidrosfera (as diversas formas de presença da
água); atmosfera (as condições climáticas). Dependendo dessas condições, a vida
vegetal é mais pujante ou não.
2.
a) Domínio natural é a combinação das esferas inorgânicas (sem vida) da natureza:
litosfera, hidrosfera e atmosfera. Podemos também chamar domínios abióticos (sem
vida).
b) Biosfera é a combinação dos elementos abióticos que constituem os domínios
naturais (litosfera, hidrosfera e atmosfera) com a vida vegetal e a fauna associada que
se desenvolvem nos domínios naturais.
3.
a) Solo é o resultado da degradação da litosfera (das rochas que se desagregam),
que acontece devido à ação do clima (atmosfera) e das águas (hidrosfera). Resulta
também da incorporação do material decomposto dos seres vivos. Constitui-se uma
fina camada onde prospera a vida.
b) O solo é uma camada de transição entre a rocha (mundo sem vida) e a vida que
se desenvolve em seu interior. Ampliando a análise é possível considerar que o solo
mais profundo apresenta características da rocha, enquanto o solo mais superficial
apresenta mais matéria orgânica.

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1. Sim, as áreas de relevo de baixa altitude, planas, com temperatura média elevada e
com muita umidade são lugares que apresentam condições ideais para a vida se
manifestar de modo exuberante e volumoso. Esse é o caso da Amazônia.
2. Sim. Exemplo disso são as áreas de relevo muito irregular, com altas altitudes,
temperaturas médias muito baixas, secas. Esses fatores tornam difícil a proliferação

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da vida. Nelas a vida vegetal e a animal são raras e somente poucas espécies
conseguem se adaptar e sobreviver.

Páginas 6 - 8
1.
a) O porte das formações vegetais diminui significativamente. Se estivermos numa
zona climática temperada, nas altas altitudes a vida desaparece quase completamente.
b) Na medida em que as altitudes aumentam, as temperaturas caem cerca de 0,6 ºC
a cada 100 metros. Assim, com cálculos simples é possível saber as diferenças de
temperatura entre uma base de montanha e seu topo.
c) A partir dos 3 000 metros, nas zonas temperadas, a vida começa a desaparecer e
começam a predominar rochas nuas; nas zonas tropicais, ainda podem aparecer
algumas estepes, mas, à medida que as altitudes aumentam, a vida vegetal vai
diminuindo, até não ocorrer mais.
2. O elemento-chave é o estrato. Esse conceito se constrói com base na classificação
dos tipos de plantas: árvores, arbustos e gramíneas. Segundo essa ideia, as formações
vegetais podem ser classificadas com critérios facilmente observáveis em todas as
circunstâncias em que a vida vegetal floresce.
3. Florestas: formações vegetais nas quais o estrato arbóreo é dominante.
Savanas: formações vegetais nas quais o estrato arbustivo é dominante, mas que
possui áreas em que os estratos diferentes não têm um domínio claro.
Estepes: formações vegetais nas quais o estrato dominante é o herbáceo.

Página 8
Fazer o glossário seguindo os exemplos propostos ao final deste gabarito (páginas
16-18). Nesta Lição de casa, alguns verbetes podem ser: estrato; floresta; herbáceo;
savana.

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1. Alternativa d. Nessas condições descritas, o desenvolvimento da vida vegetal é
bastante favorecido, pois a abundância de água e as temperaturas elevadas a
beneficiam.
2. Nessas condições pode haver florestas, mesmo com precipitação de neve. Isso
acontece com as florestas de coníferas em regiões que abrangem a faixa das zonas
climáticas temperadas às zonas frias. No entanto, tais florestas têm poucas espécies
de árvores, que são as que se adaptaram a essa situação. Por isso a denominação
“florestas homogêneas”.
3. Alternativa c. Sob essas condições descritas, a vida vegetal é favorecida para várias
espécies, o que resulta em muita biodiversidade (diversidade biológica) e possibilita
a formação de florestas heterogêneas.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2

A DISTRIBUIÇÃO DAS FORMAÇÕES VEGETAIS: A QUESTÃO


DA BIODIVERSIDADE

Para começo de conversa


Páginas 10 - 11
1. Aquele que mais influencia é o clima. Os fenômenos climáticos são os responsáveis
pela distribuição desigual de umidade e das temperaturas (intensidades distintas de
calor).
2. Nas altitudes mais elevadas, as condições climáticas se caracterizam pela baixa
umidade do ar, por temperaturas baixas e pelo ar rarefeito; esse cenário é ruim para a
manifestação de formações vegetais vigorosas, em especial as florestas.
3. Nas diferentes latitudes do planeta Terra estão as diferentes zonas climáticas. À
medida que nos aproximamos das regiões polares, as condições climáticas vão se
assemelhando àquelas das altitudes elevadas. A distribuição vegetal segue a mesma
lógica da distribuição em altitude.
4. As formações florestais, embora tenham no arbóreo seu estrato dominante, possuem
os outros dois estratos também: o arbustivo e o herbáceo. Isso favorece a variedade
de espécies (a diversidade biológica).
5. Nas savanas, pode-se notar a ocorrência dos três estratos, mas sem o domínio claro
de nenhum deles. Isso também favorece a diversidade de espécies, razão pela qual,
hoje, as savanas são bastante valorizadas.
6. Nas tundras e nas estepes, a diversidade biológica é baixa, em razão da inexistência
de variação de estratos. Estão sob o domínio quase absoluto do estrato herbáceo.

Páginas 11 - 12
1. Os alunos devem observar mapas de clima, relevo e vegetação, de preferência com a
mesma escala para facilitar a leitura e a interpretação.

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2.

Localidades megadiversas

Local/região Continente Hemisfério Latitude


(intervalo)
Colômbia América do Sul Hemisférios Sul e Entre 10o N e 5º S
Norte (faixa intertropical)
Indonésia Ásia (Sudeste Hemisférios Sul e Entre 5o N e 5º S
Asiático) Norte (parte) (faixa intertropical)
Brasil América do Sul Hemisférios Sul e Entre 5o N e 25º S
Norte (parte)

Nesse intervalo considera-se a Floresta Amazônica e a Mata Atlântica.

3. Espera-se que os alunos percebam que uma boa parte deles está localizada na zona
intertropical. São arquipélagos ou têm grande extensão territorial; possuem diversos
ambientes que se diferenciam por altitude, como a Colômbia, etc.
4. Se a relação fundamental que se estabelece na distribuição da vegetação ocorre
segundo as condições climáticas, as mudanças climáticas que estariam sendo
provocadas pelo aquecimento global terminariam por interferir nessa distribuição.
Por exemplo: áreas que passam parte do ano congeladas e que somente no verão
veem o aparecimento da tundra (vegetação herbácea de pequeno porte), com o
aquecimento poderão ser palco do crescimento de outras formações vegetais.

Páginas 13 - 14
1. Denominamos glaciação períodos na história do planeta (na escala de tempo da
natureza) em que a Terra ficou mais fria. A razão das alterações está na menor
disponibilidade de energia solar nesses períodos e essa diminuição deve-se, entre
outros motivos, às diferentes inclinações do eixo da Terra em relação ao Sol.
2. A Terra voltou a aquecer com o aumento da radiação solar sobre o planeta, o que
provocou novas alterações na biosfera, como o retorno da tropicalidade em áreas nas
quais ela tinha deixado de existir. Portanto, os ambientes propícios para a proliferação
de novas espécies vegetais voltaram a ser significativos em termos de extensão.

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3. Pode-se fazer uma comparação com o que ocorreu na fase de aquecimento global
com a retomada da tropicalidade após o período da glaciação há 12 mil anos com o
aquecimento global que estaríamos vivendo agora. Sabemos que no passado isso
permitiu que houvesse uma retomada da tropicalidade para o ponto em que ela está
agora e, com mais um incremento no aquecimento, a tropicalidade poderia avançar
mais ainda para zonas temperadas, mas também o excesso de calor poderia elevar o
nível dos oceanos, diminuir as áreas continentais, ampliar a extensão de desertos
quentes e secos etc. Estamos, no momento, sob um nível intenso de especulações
sobre o que poderá resultar desse aquecimento global atual.
4. Sim, houve perda de tropicalidade, isto é, das condições ambientais mais propícias
para a multiplicação da vida e do número de espécies.
5. Não se recompôs por dois motivos: não havia sobrado sequer sementes e as espécies
que se adaptaram às condições mais frias da glaciação não deixaram o terreno que
ocupavam com o retorno da tropicalidade – ao contrário, ficaram mais fortes (mais
competitivas) com a maior disponibilidade de água.

Páginas 15 - 19
1.
a) Diferentemente do desflorestamento do período da glaciação, que ocorria devido
a razões naturais, atualmente ele é provocado pelos grupos humanos, que o fazem no
seu processo produtivo, para a manutenção de seu mundo e para a construção de
novos espaços.
b) A desertificação é o avanço de ambientes em que a vida se torna muito difícil em
razão principalmente da perda da umidade (isso pode se dar em condições de
temperaturas muito frias ou muito quentes). Tal avanço é em geral provocado por
causas naturais, mas atualmente quem contribui para isso é o ser humano, que está
acelerando esse processo em determinadas áreas.
2.
a) A desertificação é elevada nas proximidades das zonas de clima árido e
semiárido como se pode observar ao sul do Saara. Por meio do mapa, pode-se
observar que o fenômeno da desertificação distribui-se em todo o mundo, tendo
índice elevado nas proximidades das zonas de clima árido e semiárido. Na resolução

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da questão, os alunos poderão indicar as seguintes regiões: porção leste do território


brasileiro, em uma faixa que vai do Ceará ao sul da Bahia; sudoeste dos Estados
Unidos; região central mexicana; porções oeste e sudeste do território argentino;
porção sul do continente africano; em torno do Deserto do Saara; porção sudoeste do
território indiano; em torno do deserto australiano, entre outros.
b) As zonas de desflorestamento mais acelerado são áreas bastante povoadas,
embora possa ocorrer em áreas pouco habitadas, como o que ocorre na Amazônia ou
mesmo no Cerrado brasileiro. No Cerrado, o desmatamento está associado à venda
da madeira e à expansão da fronteira agrícola. Também há áreas com elevado índice
de desflorestamento no sudeste asiático, em diversos países da Europa central e da
África central e no oeste dos Estados Unidos.
c) Há desflorestamento tanto nas zonas temperadas quanto nas tropicais, mas
perde-se mais biodiversidade quando o desmatamento ocorre em zonas tropicais.
d) Levando-se em conta a escala planetária, o mapa nos apresenta uma situação
grave. São várias e extensas as zonas críticas que atingem a maioria das terras
emersas, dado que as áreas assinaladas como as de pouca degradação são justamente
aquelas nas quais a densidade demográfica é sempre baixa (caso do Canadá, do
interior norte da Rússia, da região do Deserto do Saara).
e) O Saara é uma região onde há dificuldades naturais para a manifestação da vida
vegetal em virtude da aridez do clima e da inexistência de solo. Essa condição é
acentuada pela mudança no uso e na ocupação do solo na região do Sahel, que teve
um aumento da utilização do solo para pastagem e agricultura, o que vem esgotando
o solo e facilitando a expansão do deserto.
f) O desmatamento da Amazônia aparece como moderado em razão da imensidão
da floresta. Desmata-se muito, mas, em virtude da sua escala geográfica, sua enorme
extensão, isso ainda não é significativo. Se o ritmo atual se mantiver, em breve, a
devastação terá grandes proporções. Advém daí, a necessidade de combater o
desflorestamento.
g) De certo modo, sim. Afinal, trata-se de uma área semiárida (baixo teor de
umidade e muito quente) que é excessivamente povoada para as suas condições. Há
uma sobrecarga de ocupação num ambiente frágil que pode desequilibrar-se e tornar-
se desértico.

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h) Sim, a porção oriental do Nordeste brasileiro (no litoral e um pouco mais para o
interior) sofre intenso desmatamento e, muito próximo dessa área, encontra-se o
sertão, que apresenta clima semiárido e onde há forte tendência à desertificação.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3

AS VARIAÇÕES DE ESCALA GEOGRÁFICA DOS IMPACTOS


AMBIENTAIS

Para começo de conversa


Página 20
1. O sistema produtivo desenvolvido pela sociedade moderna é um sistema predador,
pois, após o uso de recursos naturais (matérias-primas, solo, água, vegetação etc.), as
condições originais dos ambientes naturais não são repostas. Nesse sentido, “impacto
ambiental” refere-se às consequências, no meio ambiente, do uso que o ser humano
necessariamente faz da natureza. São exemplos de ações que causam fortes impactos: a
retirada dos recursos não renováveis e obras humanas como a construção de barragens.
2. Uma ação humana, como o desmatamento de uma grande floresta ou a poluição de
um rio, gera impacto ambiental para além da área onde foi realizada a intervenção. A
escala geográfica dos impactos não é a mesma da ação.
3. Os eventos catastróficos naturais também podem ter seus impactos ampliados para
além dos pontos onde ocorrem. Os efeitos de uma erupção vulcânica, por exemplo,
podem chegar à escala continental ou mesmo planetária (emissão de CO2, de outros
gases e vapor d’água na atmosfera). Mas, em geral, as catástrofes naturais não têm
um alcance escalar muito amplo.
4. Um terremoto pode “impactar” uma vasta região no entorno do seu epicentro. Por
exemplo, podem-se sentir no Brasil reflexos de um terremoto que ocorra na
Cordilheira dos Andes. No entanto, esses impactos vão se enfraquecendo à medida que
aumenta a distância do seu epicentro. O furacão, por sua vez, é um fenômeno móvel e,
portanto, sua área de impacto pode ser muito grande. Por outro lado, as tempestades
por ele originadas podem provocar enchentes nas terras emersas em áreas por onde o
furacão não passou. Do mesmo modo que os terremotos, os furacões diminuem seus
impactos conforme aumenta a distância de sua ocorrência. No caso de uma erupção de
vulcão, seus impactos mais importantes ficam circunscritos a uma escala regional,
mas, dependendo do volume de material expelido (e do modo como foi expelido), ele
pode gerar impactos no sistema atmosférico global.

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Leitura e Análise de Quadro e Texto


Páginas 21 - 24
1.
a) As erupções vulcânicas, porque estas podem despejar material na atmosfera, que
é um sistema em grande movimento e, por isso, pode espalhar esses materiais e
produzir alterações climáticas em áreas muito distantes.
b) Embora tenhamos pequenos e raros terremotos, os eventos catastróficos citados são
sempre fenômenos de zonas distantes do território brasileiro, sendo, portanto, externos.
c) Um terremoto que ocorre no Peru será notado em São Paulo, mas apenas pela
medição de sismógrafos. Dificilmente será notado pela população, pois os seus
reflexos não alcançam distâncias tão grandes.
2.
a)

Agrupamentos humanos Escala Transformações no


espaço
Grupo indígena Local Pequenas

Sociedade moderna Regional e global Muitas, com a construção de


novos espaços

b) Sem dúvida as ações com origem na sociedade estadunidense chegam ao Brasil.


Suas indústrias e bens estão por aqui em grande quantidade e sua “indústria cultural”
também, por intermédio do cinema, dos programas de televisão e da música. Para
alguns segmentos sociais no Brasil fica difícil, até mesmo, separar onde termina a
cultura norte-americana e onde começa a nossa.
c) Não necessariamente, porque determinadas sociedades possuem forças distintas.
Os países denominados, segundo certo ponto de vista, potências são justamente
aqueles que têm maior capacidade de fazer suas ações e interesses repercutirem em
escala mundial.
3.
a) Não, os dois primeiros são eventos naturais, já o terceiro (acidente na usina
nuclear de Chernobyl) foi provocado por um erro humano.
b) Sim, pois as consequências dos três eventos ultrapassaram a escala local.

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c) O sistema atmosférico é um amplificador da escala geográfica dos impactos de certos


eventos naturais e humanos por tratar-se de um sistema móvel capaz de transportar
material gasoso e particulado de uma localidade para outras bastante distantes.

Página 24
A ideia aqui é refletir acerca dos aspectos estudados até o momento nas Situações de
Aprendizagem, acrescentar mais informações, por meio de pesquisas breves (os
estudantes podem utilizar os livros didáticos a que tiverem acesso), e, na sequência,
produzir um texto. Esse texto deve se organizar em torno destas questões propostas:
integração dos impactos das ações humanas com fenômenos naturais e o papel do clima
como amplificador escalar dos impactos de eventos catastróficos em outras esferas.

Um modelo de texto pode abordar a grande emissão de CO2 na atmosfera, promovida


pelo ser humano e que tem seus efeitos amplificados pelo sistema atmosférico
(dinâmica climática). Por meio desse exemplo, podemos verificar: 1. A integração de
fenômenos humanos e seus impactos com sistemas naturais que vão modificar tais
impactos; 2. Ampliação dos impactos promovida pelo sistema atmosférico. Outros
casos podem ser lembrados: o desmatamento feito pelo ser humano que também causa
impacto nas condições climáticas; a emissão de material nocivo na atmosfera que é feita
num determinado ponto e pode atingir a vida em lugares distantes etc.

Páginas 25 - 27
1. Esse é um mapa quantitativo e ordenado sobre o consumo de energia per capita de
cada país do globo. Mostra quantidades e ordena um processo específico – do mais
intenso para o menos intenso.
2. O recurso visual utilizado para ordenar o fenômeno do consumo de energia foi uma
gradação de tonalidades do laranja (do laranja-escuro ao laranja-amarelado). Nos
pontos destacados com laranja-escuro, a ocorrência do fenômeno é mais intensa.
Assim, para um tipo de fenômeno, há uma cor (uma gradação de tonalidades).

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3. Com círculos proporcionais ao tamanho do consumo. Essa é a dimensão quantitativa


do mapa. Quanto maior o círculo sobre o país, maior o consumo de energia. Em
cartografia, trata-se da variável visual-tamanho.
4. O Brasil tem um consumo absoluto superior a vários países europeus, em razão de
sua extensão territorial e do tamanho da população, mas em termos relativos a
realidade é outra. A dimensão ordenada do mapa mostra que praticamente todos os
países europeus consomem mais energia por pessoa do que o mesmo índice para o
Brasil. Os países nórdicos (Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia) têm um consumo
elevado de energia per capita e também absoluto. São países em zonas frias, e a falta
de energia calorífera precisa ser compensada com o engenho humano.
5. Pelos dados do mapa, espera-se que os alunos percebam que, em termos absolutos,
destaca-se o consumo dos EUA, que é superior ao da China, cuja população é mais
de quatro vezes maior. Vários países europeus, com pequena extensão territorial e
populações que não chegam a 100 milhões, quase se equiparam ao consumo da Índia,
que tem mais de 1 bilhão de habitantes. Em termos relativos, além dos já citados
países nórdicos, também os EUA, o Canadá, a Austrália e a Arábia Saudita se
destacam como grandes áreas consumidoras de energia per capita.

Página 28
Na proposta desta atividade, organizou-se o tema na forma de dois esquemas que
procuram sintetizar as lógicas que percorrem a natureza e a ação do ser humano nos
sistemas naturais, que foram trabalhadas nesta Situação de Aprendizagem.

O modo como os esquemas estão construídos podem funcionar como um plano de


redação, o que é necessário preservar, tendo em vista a importância de manter as ideias
organizadas. Assim, o estudante deve compreender que consumir energia é
indispensável, mas que isso resulta em impactos ambientais que podem ser medidos
segundo suas escalas geográficas de abrangência. O segundo esquema é uma variação
do primeiro, com a atenção voltada para as escalas (nos impactos), mas também
propondo uma abertura sobre a discussão do aquecimento global.

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Páginas 28 - 29
1. Esta questão pressupõe que os alunos antecipem conteúdos do texto, apresentando o
que já sabem sobre aquecimento global. Alguns aspectos que podem ser lembrados:
o nível de emissão de CO2 tem se elevado muito (e o ser humano teria
responsabilidade nisso) e, assim, o sistema atmosférico estaria retendo mais calor, o
que provocaria a elevação das temperaturas, até mesmo em áreas como as regiões
polares. Em decorrência disso, haveria o derretimento de geleiras e a elevação do
nível dos oceanos, o que poderia resultar em inundações de áreas litorâneas e em um
conjunto de outros desdobramentos.
2.
a) Os fenômenos climáticos resultam de múltiplas interações e são um sistema
aberto: o sistema atmosférico recebe um grau elevado de influências, e, portanto, é
suscetível a variadas influências em diversas escalas. As influências podem vir do
relevo, do nível de radiação solar, da ação humana etc. Tudo isso justifica afirmar
que eles são fenômenos complexos.
b) Um dos motivos da controvérsia é que não se sabe o quanto a escala da
intervenção humana no sistema atmosférico seria suficiente para promover mudanças
do quilate que se apregoa. Se as medições atuais estão no quadro “normal” de
variações climáticas ou se trata realmente de outro evento (a ação humana). De todo
modo, o indiscutível é que é necessário verificar a hipótese do aquecimento global e
saber também o quanto o ser humano e suas emissões estariam implicados nessa
questão.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4

A DEFESA DE PONTOS SENSÍVEIS DO MEIO AMBIENTE: OS


TRATADOS SOBRE O CLIMA E A BIODIVERSIDADE

Para começo de conversa


Página 30
1. As questões ambientais não são tratadas como assuntos internos dos países. São
consideradas temas de interesse internacional, uma vez que a falta de cuidados com o
ambiente em um país pode afetar outras escalas. Por exemplo: a emissão de CO2 de
um país pode afetar o sistema atmosférico como um todo e prejudicar a esfera
internacional.
2. Há vários protestos contra os países amazônicos por permitirem seu desmatamento
acelerado. Espera-se que os alunos argumentem que esses protestos se justificam,
pois o desmatamento da floresta trará prejuízos a todos e não só aos países
amazônicos.
3. O governo brasileiro pode reagir negativamente, mas sente-se obrigado a explicar-se,
visto que a mera reação negativa pode implicar prejuízos maiores, pois
financiamentos internacionais e relações comerciais podem sofrer retaliações.

Páginas 30 - 31
1. O desmatamento não se coaduna com a Convenção sobre diversidade biológica, que
é um tratado internacional assinado pelo Brasil, em 1992, no Rio de Janeiro. O
tratado foi transformado em lei brasileira, a qual enquadra várias situações de
desmatamento que ocorrem ilegalmente no Brasil. Caso tais situações estiverem
sendo negligenciadas pelo governo brasileiro, ele próprio estará desrespeitando uma
lei nacional.
2. Alternativa b. Há avanços na produção de tratados internacionais, o que faz da
questão ambiental algo que está sob o compromisso de uma esfera internacional. Isso
é, sem dúvida, um avanço.

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GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4

Páginas 32 - 33
Pesquisa 1 – A proposta dessa pesquisa aborda alguns exemplos de institucionalização
(uma solidificação em prol da questão ambiental) da defesa do meio ambiente. Em
especial, neste caso, um dos temas mais importantes na questão ambiental global: a
diversidade biológica. Ainda mais, conferências ocorreram, acordos e tratados foram
assinados e criaram-se entidades. Em decorrência de tudo isso, é necessária essa cultura
para saber quais os atores envolvidos na questão ambiental e também é importante
distinguir as instituições cuja ação se dá na escala nacional e/ou regional daquelas que se
organizaram para atuar na escala global. Além disso, é necessário mostrar as diferenças
entre as instituições (e os tratados e acordos) segundo as funções e os temas de que
tratam. Somando-se as pesquisas realizadas pelos diversos grupos, pode-se chegar a um
bom painel desse quadro, agora global, de defesa do meio ambiente.

Pesquisa 2 – Do mesmo modo que a pesquisa proposta anteriormente, é importante


saber como está se dando a organização na esfera internacional do combate às
mudanças climáticas, que derivariam do aquecimento global (este por sua vez ocorreria
em razão principalmente do aumento do nível de emissão de CO2 provocado pelo ser
humano). A ideia é pesquisar tudo o que se fez nesse campo até chegar ao Protocolo de
Quioto. Cada grupo pode se encarregar de um encontro internacional, de uma instituição
e assim por diante. Existe material farto a respeito em livros didáticos e nos atlas a que
os estudantes têm acesso.

Página 34
1. Os alunos podem consultar dicionários, livros didáticos e sites sobre os termos
indicados para o glossário. É importante que o professor oriente os alunos a consultar
pelo menos duas fontes diferentes para cada termo do glossário.
2. Alternativa e. Na Eco-92, a questão das mudanças climáticas já sensibilizava muitas
pessoas e várias instituições. Ela é um marco nessa área de ação em defesa do meio
ambiente.

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GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4

Glossário
Páginas 35 - 40
Abaixo é apresentada a definição de alguns conceitos trabalhados. No Caderno do
Aluno, há espaço para outros conceitos sugeridos pelos alunos e referentes aos temas
explorados.

• Aquecimento global: fenômeno de aumento da temperatura do planeta, ocorre


naturalmente em longos intervalos entre as glaciações, mas pode ter sido
intensificado pela ação humana no mundo contemporâneo.
• Atmosfera (ver também Clima e Domínios naturais): conjunto de gases combinados
que envolvem a superfície terrestre a que chamamos de ar.
• Biosfera (ver também Meio ambiente e Orgânico): conjunto da vida vegetal e animal
e seus habitats, que se formam no interior dos domínios naturais.
• Clima (ver também Atmosfera): sucessão de tipos de tempo gerada pela circulação de
massas de ar quente e frio, mais ou menos carregadas de umidade, pelas chuvas, neve
e outros fenômenos. Tudo isso é sentido na superfície terrestre e interfere no
funcionamento da litosfera, da hidrosfera e da vida.
• Complexidade (ver também Simplicidade): característica dos fenômenos cuja
existência e forma de funcionamento dependem de múltiplas relações.
• Conservação: manutenção, prevenção para evitar a degradação e o esgotamento.
• Diversidade biológica: variabilidade de organismos vivos de todas as origens,
compreendendo, dentre eles, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros
ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte;
compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de
ecossistemas. (Artigo 2 da Convenção sobre Diversidade Biológica)
• Domínios naturais (ver também Atmosfera, Hidrosfera, Litosfera e Inorgânico): 1. a
interação da atmosfera com a litosfera e a hidrosfera forma um domínio natural; 2.
mundo inorgânico.
• Efeito estufa: aumento da quantidade de CO2, metano, óxido nitroso e outros gases
na atmosfera, dificultando a dispersão do calor e provocando o aumento da
temperatura.
• Emissão: liberação, na atmosfera, de gases de efeito estufa e/ou de seus precursores,
em área e período determinados.
• Estrato: camada, leito. No caso, refere-se às “camadas” das formações vegetais.

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• Floresta: formação vegetal em que há domínio do estrato arbóreo.


• Gases de efeito estufa: constituintes gasosos da atmosfera, naturais ou humanos, que
absorvem parte da radiação, de onda longa, isto é, procedente do planeta e
reemitindo-a, provocando o efeito estufa. O principal representante é o CO2.
• Herbáceo: estrato composto de gramíneas e ervas; relativo a erva; refere-se a plantas
que não apresentam parte lenhosa, sendo formadas somente por folhas.
• Hidrosfera (ver também Domínios naturais): 1. conjunto das águas na superfície
terrestre; 2. composta de oceanos e mares, águas subterrâneas, rios e lagos.
• Inorgânico (ver também Domínios naturais): matéria sem vida (abiótica) presente na
superfície terrestre.
• Litosfera (ver também Domínios naturais): 1. conjunto dos elementos sólidos que
formam a crosta terrestre; 2. estruturas rochosas que são um dos componentes dos
domínios naturais.
• Matriz energética: conjunto de fontes de energia empregado na economia de um
país. Pode-se também pensar em termos globais, nesse caso a principal fonte da
matriz energética mundial é a fóssil (petróleo, gás e carvão).
• Meio ambiente: combinação do meio inorgânico (litosfera, hidrosfera, atmosfera)
com o meio orgânico (a vida vegetal e a animal). Atualmente, há uma definição de
meio ambiente que inclui o ser humano e suas obras.
• Mudança do clima: mudança de clima que possa ser direta ou indiretamente atribuída
à atividade humana e que altere significativamente a composição e a dinâmica da
atmosfera mundial, somando-se àquela provocada pela variabilidade climática
natural, observada ao longo de períodos comparáveis.
• Orgânico (ver também Meio ambiente): 1. mundo da vida; mundo biótico; 2. os seres
vivos vegetais e animais; 3. combinação dos domínios naturais com a vida.
• Recursos genéticos: significa material genético de valor real ou potencial.
• Savana: formação de predomínio do estrato arbustivo em sua maior parte,
característica das regiões tropicais em que é longa a estação seca, onde há também
manifestação importante dos estratos herbáceo e arbóreo com algumas árvores
esparsas e com concentrações nas matas de galerias.
• Simplicidade (ver também Complexidade): condição dos fenômenos que resultam
apenas de um fator.
• Solo (ver também Biosfera): 1. camada que se forma sobre as rochas, não muito
duras, e que é produto da desagregação das rochas e da decomposição de matéria

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GABARITO Caderno do Aluno Geografia – 1a série – Volume 4

orgânica (ver também Orgânico); 2. dimensão do meio ambiente onde prolifera a


vida vegetal.
• Utilização sustentável: significa a utilização de componentes da diversidade
biológica de modo e em ritmo tais que não levem, no longo prazo, à diminuição da
diversidade biológica, mantendo assim seu potencial para atender as necessidades e
aspirações das gerações presentes e futuras.
• Vegetação: 1. forma de vida que se desenvolve nos solos, consumindo nutrientes e
água e usando a energia solar; 2. forma de vida que se desenvolve nas terras emersas,
fixada ao solo.

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