You are on page 1of 9

George

de Maria Judite de Carvalho

Trabalho realizado por:


Inês Azevedo
nº 6 12º A
Maria Judite de Carvalho
• Maria Judite de Carvalho (Lisboa, 18 de Setembro de 1921 – Lisboa, 18 de Janeiro de 1998)
foi uma escritora portuguesa.
• Cresceu órfã.
• Entre 1949 e 1998, viveu em França e na Bélgica.
• Quando concluiu o secundário, matriculou-se em Filologia Germânica.
• Publicou o primeiro conto em 1949.
Análise do conto
• Neste conto podemos ver uma ligação entre as personagens Gi, George e Georgina.
• George sofre um processo de deterioração, perde sua identidade - Gi - e mascara-se. Larga a Gi, na vila onde morou
com sua família e o ex-noivo, mas tem de reencontrá-la, mesmo que de forma efémera, ao receber a sua antiga casa
como herança.
• George agora é uma estimada pintora, residente de Amsterdão e não quer o seu passado de volta. Para se livrar dele
vende a casa.
• Georgina é uma personagem que não tem traços definidos.
• Gi tem 18 anos, noiva, com o enxoval pronto. Já Georgina tem quase 70 anos de idade, consciente da proximidade da
morte, com dinheiro no banco e sem muita perspetiva de vida.
• George é uma personagem descentralizada, desertificada, que não se deixa envolver por objetos ou por pessoas que a
prendam. A ausência de mobília própria lhe dá a possibilidade de deslocar-se facilmente
As três idades da vida
Gi George Georgina
Passado
Presente Futuro
Juventude
Vida adulta Velhice
- Tentativa vã de fugir de si
mesma -Vida vazia, de solidão -Ausência de esperança

-Recusa da vida imposta pela -Consciência da:


sociedade (casamento e -Solidão, desamparo -passagem do tempo
maternidade) -Desvalorização das relações afetivas -efemeridade da vida
-Ânsia de liberdade, descoberta e -Desapego dos objetos ligados a -efemeridade do poder
conhecimento recordações
-importância dos afetos
Realidade, memória e imaginação
Memória Realidade Imaginação

• Infância em casa dos pais. • George caminha pela rua • George é acompanhada
• Partida para a cidade. (o presente). por Gi (o passado).
• Diversas partidas.
• Experiências amorosas. • George dialoga com Gi.
• Gi e George afastam-se.

• Recordação do passado • George viaja de comboio. • George dialoga com


pela última vez. georgina (o futuro).
• Georgina desaparece.
• George projeta-se no
futuro: êxito profissional;
partida para Amesterdão;
nova experiência amorosa.
Metamorfoses da figura feminina

Gi George Georgina
• Submissão ao •Desvalorização de • Valorização da
modelo feminino relações afetivas afetividade
imposto pela •Viaja pelo mundo • Libertação dos
sociedade •Pintora de renome modelos impostos
• Permanência na vila pela sociedade
• Sem expectativas • Desvalorização da
profissionais prosperidade e
sucesso profissional
Linguagem, estilo e estrutura
• Discurso sucinto e marcado pela clareza das ideias e dos conceitos essenciais;
• Narrativa fotográfica que capta a fragmentação do tempo, do espaço e das
personagens;
• Relevância das sensações;
• Tom contido, mas irónico, perante a complexidade da natureza humana e
suas fragilidades;
• Recursos expressivos recorrentes.
Recursos expressivos
• “Perdeu ou largou?” interrogação retórica, sugere as consequências das
decisões
• “Disponível, pensava. Senhora de si. Para partir, para chegar” antítese e anáfora
que realçam o desenraizamento afetivo
• “…um dia ruivos por cansaço de si, mais tarde castanhos, loiros de novo,
esverdeados” adjetivação e repetição, que acentuam as metamorfoses da figura
feminina
Conclusão
• Ao longo da leitura deste conto percebemos que não se trata de um homem,
mas de uma mulher tripartida em Gi, George e Georgina, tratando-se de uma
personagem múltipla que se desdobra em diferentes fases da sua existência.

Related Interests